Retomada chinesa traz fôlego ao gado, diz Rabobank

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Resultado disso, é um movimento de valorização atípico no preço do boi gordo, que já ultrapassou o recorde alcançado no último mês de novembro.

De acordo com informações divulgadas pelo novo relatório do Rabobank, com os níveis de precipitação recuperados em boa parte das regiões produtoras, a qualidade das pastagens tem melhorado, porém, a oferta de animais para abate ainda está abaixo da demanda, que já é considerada menor nessa época do ano.

“Com as escalas de abate ainda mais curtas que o mesmo período do ano anterior, e por conta do ciclo pecuário, os frigoríficos têm sido pressionados a ofertar preços melhores para atender seus compromissos. Resultado disso, é um movimento de valorização atípico no preço do boi gordo, que já ultrapassou o recorde alcançado no último mês de novembro”, comenta.

“Entre fev./20 a fev./21, os preços do boi gordo, bezerro e ração sofreram forte aumento de 53%, 61% e 112%, respectivamente. Já as cotações do traseiro bovino no atacado tiveram valorização menor, de 45%, reflexo da queda do poder de compra da população que não permitiu aumentos maiores. A volta dos embarques para a China após as festividades do Ano Novo, motivadas pela desvalorização do real, e a baixa liquidez no mercado interno tem feito os preços do Boi-China atingirem diferenças de até R$ 20/@ com relação ao indicador do Cepea. A recente confirmação do novo auxílio emergencial e a redução do ICMS para as empresas do Simples Nacional em São Paulo podem ajudar no consumo doméstico”, completa.

De acordo com a SECEX, as exportações fecharam 2020 com novo recorde e aumento de 9% no volume e de 12% nas vendas. “Sendo a China o maior importador e representando 43% do total exportado, seguida por Hong Kong e Egito. Mesmo com a elevação de 30% nas vendas para a China, nos dois primeiros meses deste ano houve redução de 6% nos embarques, devido à queda de 32% nas exportações para o Egito e 30% para Hong Kong, que devido à pandemia tem limitado a triangulação desses produtos para a China”, conclui.

Fonte: Agrolink.

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