A bancada ruralista pediu ao presidente da República, Jair Bolsonaro, uma solução para o endividamento no campo.
O governo deve realizar um estudo e buscar uma nova alternativa para atender os produtores. A avaliação do setor é que as diversas renegociações de dívidas feitas ao longo dos anos e as linhas bancárias criadas para quitar os débitos foram caras e não resolveram o problema.
Outro pedido dos parlamentares foi o aumento do recurso para o seguro rural. O orçamento é de R$ 1 bilhão para 202p. A ministra Tereza Cristina já pediu R$ 1,5 bilhão para 2021. A solicitação é para que o dinheiro seja incontingenciável – ou seja, que o governo seja obrigado a usar e não possa cortar.
O senador Luis Carlos Heinze (PP/RS), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), diz que o endividamento é “um problema que se arrasta por anos” sem solução. Ele citou o caso do arroz no Rio Grande do Sul e destacou necessidade de uma medida ampla para ajudar os produtores.
O deputado Zé Silva (SD/MG) afirmou que há um “ciclo vicioso do endividamento rural” no país, pois as alternativas apresentadas para sanar os débitos são caras e não tiram o produtor da situação.
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Os parlamentares não especificaram que tipo de alternativa pode ser criada. O governo rejeita criar uma nova securitização das dívidas devido à falta de recursos no Tesouro Nacional.
A FPA ainda pediu que o governo trabalhe para reduzir os juros do crédito rural. A justificativa é a queda gradual da taxa Selic, hoje em 4,25%. As linhas do Plano Safra 19/20 giram em torno de 6% e 8% ao ano.
A bancada avalia que os juros estão caros e que os produtores precisam recorrer a outras fontes de financiamentos.
Os parlamentares pediram prioridade para as linhas de custeio, logística e armazenagem no próximo Plano Safra.
Fonte: Valor Econômico.