São milhões de empregos destruídos, diz Bolsonaro

São milhões de empregos destruídos, diz Bolsonaro

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Foto postada pelo presidente Jair Bolsonaro, durante a manifestação em Brasília (DF)

O presidente Jair Bolsonaro destacou mais uma vez neste sábado (18) o impacto de medidas de restrição nos empregos no País. Confira!

Da rampa do Palácio do Planalto, onde esteve nesta tarde, o presidente disse ainda que uma possível abertura do comércio no Distrito Federal em 3 de maio seria “tarde”. “São alguns milhões de empregos formais que foram destruídos, fora os informais”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a reabertura do comércio em live realizada em frente ao Palácio do Planalto e transmitida em sua página do Facebook. “Não tem que se acovardar com esse vírus na frente”, afirmou o presidente. Ele ainda criticou governadores que adotaram medidas para fechar o comércio e restringir a circulação de pessoas como forma de incentivar o isolamento social. “Os Estados estão quebrados. Falta humildade para essas pessoas que estão bloqueando tudo de forma radical.”

Bolsonaro disse que a abertura do comércio não depende dele. “Se dependesse de mim, muito mais coisa já estaria funcionando”, falou em referência à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu autonomia para Estados e municípios definir medidas de combate ao vírus.

“A maioria das cidades têm um caso disso aí. Fechou-se tudo completamente. Aonde vamos chegar? Não estou defendendo a economia, estou defendendo o emprego. Estou preocupado com a vida, mas temos dois problemas e não podemos tratar só de um e do outro não. Já começamos a mudar um pouco a nossa política desde ontem. Se bem que a decisão foi do Supremo Tribunal Federal que decidiu que Estados e municípios podem decretar as medidas que acharem necessárias para conter o avanço do vírus. Então tem prefeitos aí que cometeram barbaridades.”

Bolsonaro ainda afirmou que o Supremo disse que ele “não tinha autoridade para isso”. Mas no que depender dele, começará uma flexibilização e mostrará que esse não é o caminho.

“Estão fazendo o que bem entendem e, na hora que chegar a conta, não queiram botar… Não é pra mim, é para o contribuinte. Ninguém sabe a quanto vai chegar a conta do ICMS e ISS. Estamos calculando que será muito acima, mas muito acima de R$ 100 bilhões. Não tem espaço para isso no Orçamento. Não é que se vire o chefe do Executivo. Se aqui nós quebrarmos, quebra o Brasil, os Estados estão muito mal das pernas. Falta humildade para essas pessoas que estão bloqueando tudo de forma radical. Volta atrás em alguma coisa, começar a abrir, com os devidos cuidados: luvas, máscaras, gel, seja o que for, campanhas educativas.”

A fala do presidente faz referência à aprovação pela Câmara dos Deputados do texto de socorro para Estados e municípios. A medida incluiu a recomposição de perdas com a arrecadação do ICMS e ISS dos entes provocadas pela pandemia.

Segundo Bolsonaro, há governantes espalhando “pavor e pânico” sobre a população e afirmou que tem ouvido das pessoas pedidos de volta à “normalidade”. “A voracidade de alguns políticos fechando tudo por aí, alguns até prendendo, é um ato abominável”, disse, citando a prisão de uma senhora em Araraquara (SP). 

O presidente falou também que não possui dados em mãos, mas que milhões perderão os empregos formais ou informais. “Estamos em uma situação complicada. Será que esse pessoal não vai entender? Não consegue parar de me atacar, chamar de genocida? Não vai entender que o que vai matar as pessoas para valer são as consequências do desemprego? Quem está tomando essas decisões de bloqueio total não vê que, com essa queda de arrecadação, vai faltar dinheiro para pagar funcionalismo público?”

Bolsonaro ainda disse que desemprego causa mais violência, aumentando o trabalho da Polícia Militar. Segundo ele, o Brasil está mergulhando em um “caos” e disse querer crer que não é pela vontade “desses políticos”. “Não vão conseguir me tirar daqui.”

Ele também falou que já era conhecido que o vírus iria infectar 70% da população, além de manifestar que “essa imprensa só promove o caos”. Depois, o presidente desceu a rampa do Palácio do Planalto e conversou, separado pela grade e com alguns metros de distância, com um grupo que estava fazendo um protesto contra o aborto. Ele recebeu um quadro de Jesus e uma bandeira que dizia “Brasil Vivo Sem Aborto” e os levantou no ar.

Fonte: Estadão Conteúdo

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