Setor sucroenergético planta 46 milhões de mudas em SP

Setor sucroenergético planta 46 milhões de mudas em SP

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Aumento da área da cana-de-açúcar nesta temporada é a maior das últimas cinco safras sol
Foto: Divulgação

O setor atingiu essa marca após plantar 2,96 milhões de mudas de espécies nativas na safra 2020/2021, que se encerrou em 31 de março.

O setor produtor de cana-de açúcar ultrapassou o número de 46,6 milhões mudas nativas plantadas no estado de São Paulo desde 2007, segundo dados do Protocolo Etanol Mais Verde, divulgados pelo Governo paulista (número exato: 46.674.586). O setor atingiu essa marca após plantar 2,96 milhões de mudas de espécies nativas na safra 2020/2021, que se encerrou em 31 de março.

Parte significativa dessas mudas é alocada ao longo de cursos d’água e ao redor de nascentes. Até o momento, as empresas signatárias do Protocolo Etanol Mais Verde contabilizam a restauração de 132.285 hectares de matas ciliares, o equivalente a área de mais de 132 mil campos de futebol, e a proteção de 7.315 nascentes, localizadas em propriedades das usinas e de fornecedores de cana. 

 “A revolução que voluntariamente protagonizamos no nosso modo de produzir possibilitou que o etanol hidratado, disponível a todos os proprietários de carro flex, ofereça uma redução de até 90% da emissão de gases de efeito estufa em relação à gasolina. Trata-se de uma opção acessível para os motoristas preocupados com o aquecimento global”, analisa Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar. “A sustentabilidade é um diferencial estratégico do setor sucroenergético reconhecido no Brasil e no mundo, e faz parte da proposta de valor dos produtos advindos da cana-de-açúcar, essenciais para a retomada sustentável do crescimento econômico do país”, complementa. 

O Protocolo Etanol Mais Verde tem atualmente como signatários 117 empresas e 5.121 fornecedores de cana, responsáveis por 95% da produção paulista de cana-de-açúcar e 47% da produção nacional de etanol. 

Banimento das queimadas

O protocolo agroambiental, modelo de cooperação entre governo, usinas e fornecedores de cana-de-açúcar, foi assinado em 2007 e previa o fim uso do fogo nos canaviais e a mecanização da colheita até o ano de 2021. O setor voluntariamente antecipou o prazo para 2014, atingindo a mecanização de 99% da área de cultura do estado na safra atual. 

Com a mecanização, o uso do fogo foi banido das práticas agrícolas. Assim, as solicitações de autorização de queima pré-colheita feitas à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) caíram 99%, sendo zero em regiões tradicionalmente canavieiras, como Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara, Araçatuba e Franca. Ou seja, não houve o uso de fogo como método agrícola e, assim, evitou-se a emissão de 11,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2eq) na atmosfera desde 2007, segundo as secretarias de estado envolvidas. 

“Toda a estrutura de processamento da cana já foi adaptada para o processamento sem queima e eventuais incêndios em canaviais trazem prejuízos irreparáveis às usinas e produtores rurais. A produtividade da área cai e perde-se também a palha que protege o solo e que é usada para produção de energia elétrica. Por isso, isso tornou-se prioridade a prevenção de queimadas”, explica Padua. Atualmente, são 11.500 brigadistas e 1.862 caminhões pipa mobilizados para o combate às queimadas, além de sistemas de monitoramento com câmeras e satélite e campanhas educativas voltadas à população. 

Mais informações sobre o Protocolo Etanol Mais Verde : https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/etanolverde/

Fonte: UNICA

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