Região goiana, que é uma das maiores produtoras de soja do Brasil, enfrenta perdas significativas com a tempestade.
Uma tempestade de granizo devastou plantações de soja em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, gerando um prejuízo estimado em R$ 5,5 milhões. O temporal, ocorrido na última segunda-feira (10/2), surpreendeu os produtores rurais da região, que relatam perdas expressivas em questão de apenas 10 minutos. A intensa precipitação acumulou cerca de 15mm de água e gelo, tornando inviável a recuperação das lavouras atingidas.
Entre os afetados está Olávio Teles Fonseca, produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Rio Verde. Ele descreveu o impacto da tempestade, que atingiu cerca de 150 hectares de sua propriedade, além de diversas fazendas vizinhas. “A chuva pegou a todos de surpresa e destruiu a lavoura no meio da colheita. O estrago foi grande”, lamentou.
De acordo com os cálculos dos produtores, a área afetada se estende por aproximadamente mil hectares, com uma média de R$ 5.550 de prejuízo por hectare. Em sua fazenda, Olávio estima perdas de R$ 834 mil, mas destaca que em outras propriedades a situação pode ser ainda pior.
Além da destruição imediata da safra, os impactos financeiros se tornam ainda mais graves devido à falta de seguro rural. Segundo Fonseca, os produtores da região não costumam contratar apólices para suas lavouras porque eventos climáticos extremos como este são incomuns na área. “O prejuízo é muito grande e deixa o produtor vulnerável”, afirmou.
Diante do estrago, os agricultores atingidos já iniciaram a recuperação do solo para dar continuidade ao ciclo produtivo. A estratégia imediata é o plantio de milho, que deve ser colhido em julho. No entanto, especialistas apontam que as perdas da soja só serão completamente absorvidas em cerca de quatro anos, devido ao impacto financeiro e produtivo.
Rio Verde é um dos maiores polos do agronegócio no Brasil e ocupa a segunda posição nacional na produção de soja, ficando atrás apenas de Lucas do Rio Verde (MT). Segundo a consultoria Safras & Mercado, o estado de Goiás deve plantar 4,85 milhões de hectares de soja na safra 2024/25, um crescimento de 2,1% em relação ao ciclo anterior.
O episódio reforça a vulnerabilidade da agricultura a eventos climáticos extremos e levanta um debate sobre a importância da segurança agrícola, incluindo a adoção de seguros rurais e práticas de manejo mais resilientes.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.
Junho terá calor acima da média e chuva irregular; veja o que esperar em cada região do Brasil
Enquanto o calor ganha força em grande parte do Brasil, a chuva deve se concentrar em áreas específicas do país e influenciar o ritmo das atividades no campo em junho, aponta Inmet.
Embrapa cria calcário mais nutritivo e resistente à umidade
Novo calcário nanoestruturado desenvolvido pela Embrapa corrige a acidez do solo, reduz perdas causadas pelo vento e pela umidade, além de incorporar nutrientes essenciais para culturas como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar.
Continue Reading Embrapa cria calcário mais nutritivo e resistente à umidade
ALERTA: Chuva de até 100 mm avança pelo Brasil, aponta Inmet; veja a previsão para por região
Semana começa com aumento das áreas de chuva no Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste, enquanto as temperaturas seguem elevadas em grande parte do país. O INMET também emitiu alertas de perigo para temporais e acumulados expressivos em estados das regiões Norte e Nordeste.
Colheitadeira de R$ 1,2 milhão vira sensação na Expocafé e mostra para onde caminha a cafeicultura brasileira
Com motor mais potente da categoria, tecnologia para preservar a lavoura e foco em terrenos montanhosos, a colheitadeira P1000 chamou atenção na Expocafé 2026. Mesmo com valor superior a R$ 1,2 milhão, quatro unidades foram vendidas durante a feira, que projeta movimentar cerca de R$ 1 bilhão em negócios.
Fumo de corda e naftalina funcionam? A verdade sobre os repelentes naturais para cobras na fazenda
Com a queda das temperaturas, serpentes buscam abrigo térmico nas propriedades rurais; especialistas explicam por que as receitas tradicionais falham e revelam o manejo correto para proteger a roça
Criar gado em morro deixa a carne dura? Entenda o que diz a ciência
Especialistas e pesquisas desmistificam o impacto do relevo acidentado na maciez e revelam que nutrição, idade de abate e manejo pré-abate são os verdadeiros fatores determinantes para a qualidade final da carne.
Continue Reading Criar gado em morro deixa a carne dura? Entenda o que diz a ciência





