Soja: portos têm registro de negócios a R$ 105 a saca

Soja: portos têm registro de negócios a R$ 105 a saca

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colheita da soja colhetadeira despejando no caminhao
Foto: Divulgação

Preços do grão disparam no Brasil, acompanhando dólar e Chicago; volume de comercialização foi consistente, principalmente em RS, PR e MS.

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços disparando nas principais praças do país. Com Chicago e dólar subindo mais de 2%, já há registro de soja a R$ 105 a saca nos portos para entrega futura. 

O volume de negócios foi consistente, principalmente no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. A consultoria Safras & Mercado estima que 500 mil toneladas trocaram de mão, sendo 200 mil em Mato Grosso. Em outras regiões, a retração do comprador e preocupações com logística tiraram ritmo da comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 93,50 para R$ 94,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 93 para R$ 94,50. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 99 para R$ 101,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço saltou de R$ 89[para R$ 92 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 96,50 para R$ 99.

Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 84 para R$ 86. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 82 para R$ 83,50. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 83,50 para R$ 84,50.

Farelo de soja está custando 11,4% mais que no ano passado

Os preços do farelo de soja subiram no mercado brasileiro no embalo da soja em grão.

Apesar da colheita em andamento no país e a previsão de uma safra recorde (2019/20), a boa demanda (doméstica e para exportação) e, principalmente, a forte valorização do dólar, puxaram as cotações do grão e do farelo, em reais, para cima.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a tonelada de farelo de soja ficou cotada, em média, em R$1.428,43, sem o frete, na primeira quinzena de março.

Houve alta de 2,1% em relação a fevereiro último e na comparação com março do ano passado o insumo está custando 11,4% mais este ano. Para o curto e médio prazos, o câmbio e a demanda são os principais fatores de precificação do grão no mercado interno.

A expectativa é de mercado firme caso o dólar siga valorizado e a demanda aquecida. Lembrando que a China segue comprando grandes volumes do grão de soja brasileira. Mantemos o monitoramento da situação do coronavírus e do petróleo no Brasil e no mundo, que têm afetado a economia mundial.

Compre Rural com informações da Safras&Mercados e Scot Consultoria

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