Saldo Comercial ultrapassa US$ 80 bi, maior valor da série histórica para os primeiros 10 meses do ano; O saldo também é recorde mesmo considerando anos fechados. O recorde anual foi o de 2022, com US$ 61,5 bilhões
O Brasil vem se mostrando um verdadeiro celeiro para o mundo, se firmando como liderança em diversos produtos do agronegócio. A safra recorde de soja, ajudou a alcançar volume exportado 31,8% maior que em outubro de 2022, impulsionando o superávit recorde da balança comercial brasileira em outubro, que atingiu US$ 8,959 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira, 01.
Ainda segundo o levantamento, esse resultado é o melhor para meses de outubro e representa alta de 140,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. No setor agropecuário, a safra recorde de grãos pesou mais nas exportações. O volume de mercadorias embarcadas subiu 28,8% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2022, enquanto o preço médio caiu 16,2%.
Saldo Comercial ultrapassa US$ 80 bi
As principais altas foram registradas em soja (+12,2%), milho (+10,6%) e trigo (+10,2%). Em valores absolutos, o destaque positivo é a soja, cujas exportações subiram US$ 559,3 milhões em relação a outubro do ano passado. A safra recorde fez o volume de embarques de soja aumentar 31,8%, mesmo com o preço médio caindo 14,9%.
A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), publicou nesta quarta-feira (1°/11), a Balança Comercial de outubro de 2023, onde as exportações somaram US$ 29,484 bilhões e as importações, US$ 20,525 bilhões, com saldo positivo de US$ 8,959 bilhões e corrente de comércio de US$ 50,009 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 282,471 bilhões e as importações, US$ 202,258 bilhões, com saldo positivo de US$ 80,212 bilhões e corrente de comércio de US$ 484,729 bilhões.
Nas exportações, comparadas as médias do mês de outubro/ 2023 (US$ 1.404 milhões) com a de outubro/ 2022 (US$ 1.413,29 milhões), houve queda de -0,7%. Em relação às importações houve queda de -20,9% na comparação entre as médias do mês de outubro/ 2023 (US$ 977,39 milhões) com a do mês de outubro/ 2022 (US$ 1.235,64 milhões).
Assim, no mês de outubro/2023 a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.381,39 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 426,61 milhões. Comparando-se este período com a média de outubro/2022, houve queda de -10,1% na corrente de comércio.
Nas exportações, comparadas as médias de janeiro/outubro – 2023 (US$ 1.351,53 milhões) com a de janeiro/outubro – 2022 (US$ 1.346,83 milhões) houve crescimento de 0,3%. Em relação às importações, houve queda de -12,2% na comparação entre as médias do período de janeiro/outubro – 2023 (US$ 967,74 milhões) com janeiro/outubro – 2022 (US$ 1.102,64 milhões). Por fim, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.319,28 milhões e apresentou queda de -5,3% na comparação entre estes períodos.
Exportações por Setor e Produtos
No mês de outubro/2023, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ -7,91 milhões (-2,5%) em Agropecuária; crescimento de US$ 72,43 milhões (26,4%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -74,22 milhões (-9,1%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 22,45 milhões (7,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 3,01 milhões (1,0%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -23,04 milhões (-3,2%) em produtos da Indústria de Transformação.
Importações por Setor e Produtos
No mês de outubro/2023, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ -6,56 milhões (-28,1%) em Agropecuária; queda de US$ -6,17 milhões (-7,1%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -243,92 milhões (-21,9%) em produtos da Indústria de Transformação.
No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ -5,06 milhões (-21,9%) em Agropecuária; queda de US$ -21,56 milhões (-24,3%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -106,49 milhões (-10,9%) em produtos da Indústria de Transformação.
Não é apenas ‘ferida’: O que a pele das suas vacas diz sobre a saúde do seu rebanho
Entenda como identificar dermatofitose e dermatofilose em bovinos. Proteja a saúde do seu rebanho com dicas de manejo, diagnóstico e tratamento de lesões de pele
Continue Reading Não é apenas ‘ferida’: O que a pele das suas vacas diz sobre a saúde do seu rebanho
Preço do bezerro dispara e reacende debate no campo: pode chegar a R$ 30/kg?
Com reposição já nos picos nominais de 2021 e arroba batendo recorde histórico em fevereiro, mercado projeta novas máximas no preço do bezerro — mas alerta para o risco de margens apertadas no ciclo de alta
Continue Reading Preço do bezerro dispara e reacende debate no campo: pode chegar a R$ 30/kg?
ALERTA: chuva deve superar 100 mm no Norte e Nordeste; Sul e Sudeste enfrentam calor e ar seco
ZCIT, VCAN e remanescentes da ZCAS mantêm cenário de instabilidade, enquanto INMET emite avisos de perigo e grande perigo para diversas regiões do país; chuva acima de 100 mm atinge regiões do Nordeste
Global Eggs, gigante brasileira dos ovos, vale US$ 8 bilhões e fecha aporte de US$ 1 bilhão
Aporte bilionário reforça expansão internacional da dona da Granja Faria, gigante brasileira dos ovos, e marca o primeiro grande investimento agro da gestora americana no Brasil
Seguro rural: Câmara aprova urgência para projeto que reforça proteção ao produtor
A proposta aperfeiçoa os marcos legais do seguro rural, tema considerado estratégico para a política agrícola nacional.
Continue Reading Seguro rural: Câmara aprova urgência para projeto que reforça proteção ao produtor
Com mercado mais firme, pecuaristas precisam se preparar para a fase de alta do ciclo pecuário
De acordo com a Famasul, 2026 será um ano-chave para decisões que impactam a rentabilidade nos próximos ciclos.





