Produto promete funcionalidade equivalente ao queijo convencional, com “benefícios éticos e ambientais”, segundo a Startup. A New Culture faz parte de uma tendência crescente de produzir laticínios utilizando tecnologias de fermentação e culturas geneticamente modificadas.
A New Culture, uma startup que utiliza fermentação de precisão para criar proteínas de caseína, anunciou um marco importante na produção de mussarela sem origem animal. Segundo a empresa, seu queijo agora pode ser fabricado com 50% menos caseína do que a mussarela tradicional, mantendo a funcionalidade e qualidade esperadas para uso em pizzas e saladas.
“Essa conquista não apenas reforça a viabilidade financeira da New Culture, mas também nos aproxima da paridade de custos com o queijo convencional”, destacou Matt Gibson, fundador e CEO da startup. A redução no uso de caseína representa um passo significativo para alcançar margens líquidas positivas e tornar a produção comercialmente viável em larga escala.
Qualidade testada e aprovada
Os testes realizados pela New Culture avaliaram 15 atributos principais do produto, incluindo derretimento, elasticidade, sabor e sensação na boca. De acordo com Gibson, os resultados mostram que a mussarela sem origem animal rivaliza com o queijo convencional em todos esses quesitos, mesmo com a redução da caseína.
Gibson explicou que a funcionalidade superior de sua proteína permite incluir apenas os componentes essenciais para o sabor, textura e desempenho do queijo. “No leite convencional, há muitos elementos desnecessários para um ótimo queijo. Nossa abordagem elimina isso, otimizando os ingredientes para criar uma mussarela com qualidade de restaurante.”
Como a inovação foi possível?
A New Culture começou replicando a composição da mussarela tradicional, mas ajustou as proporções ao longo do tempo. “Descobrimos que, ao reduzir a caseína, a qualidade do produto não era comprometida graças às propriedades superiores da nossa proteína,” explicou Gibson. Essa otimização levou ao desenvolvimento de um queijo funcional e financeiramente sustentável.
Expansão e parcerias estratégicas
Para atender à crescente demanda, a startup firmou parcerias com grandes nomes da biofabricação, como CJ CheilJedang e ADM. Essas colaborações garantirão a produção em escala industrial, possibilitando o lançamento comercial do produto. Atualmente, a startup já produz caseína suficiente para suprir algumas milhares de pizzas e planeja estrear no mercado pela sofisticada rede de pizzarias Pizzeria Mozza, em Los Angeles.
O CEO também comentou sobre os desafios de escalar a produção e garantir licenças específicas para a categoria inovadora. “Lançar um produto completamente novo no mercado não é um caminho direto, mas estamos confiantes na nossa estratégia.”
O futuro dos laticínios sem origem animal
A New Culture faz parte de uma tendência crescente de produzir laticínios utilizando tecnologias de fermentação e culturas geneticamente modificadas. Esse método promete combinar a funcionalidade dos ingredientes lácteos tradicionais com menores impactos éticos e ambientais.
Com um mercado global de mussarela avaliado em US$ 9 bilhões apenas nos EUA, a startup acredita que ainda há muito espaço para crescimento. “Mesmo produzindo milhões de quilos de queijo em parceria com grandes fabricantes, ainda estaremos apenas arranhando a superfície desse mercado enorme,” afirmou Gibson.
A empresa também planeja construir uma marca de consumo forte, inicialmente focada em pizzarias de alto padrão antes de expandir para outros segmentos. Com um produto que une tecnologia, sustentabilidade e funcionalidade, a New Culture se posiciona como uma das pioneiras na revolução dos laticínios sem origem animal.
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