O terminal de grãos do Maranhão, Tegram, receberá R$ 1,6 bi para exportar 8,5 milhões de t a mais; Nova fase adicionará um berço de atracação, com ampliação da capacidade de embarque e armazenamento, fortalecendo o agronegócio
O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), localizado no porto de Itaqui, São Luís (MA), anunciou um plano de investimento de 1,6 bilhão de reais para a terceira fase de expansão do projeto. Segundo o consórcio, esses investimentos resultarão em um aumento significativo na capacidade de movimentação de grãos, passando dos atuais 15 milhões de toneladas para 23,5 milhões de toneladas por ano.
“A conclusão das obras está prevista para o segundo semestre de 2026. A partir de 2027, esperamos que o valor das exportações aumente em 18,3 bilhões de reais anuais, consolidando o Itaqui como o maior exportador de grãos das regiões Norte e Nordeste do país”, informou o consórcio em nota à imprensa.
Randal Luciano, diretor-executivo do Tegram, destacou que a capacidade estática inicial dos armazéns era de 500 mil toneladas e, com a nova fase, alcançará 856,8 mil toneladas. “Estamos adicionando 356 mil toneladas em capacidade estática com a construção de novos silos”, afirmou Luciano.
Marcos Pepe Bertoni, presidente do terminal, enfatizou a importância estratégica do Tegram dentro do Arco Norte, um dos principais corredores de escoamento da safra agrícola brasileira. “Somos o único terminal com recebimento ferroviário nesta região, o que fortalece nossa posição no agronegócio”, disse Bertoni.
Ele também mencionou que a expansão vai permitir o carregamento simultâneo de três navios, aumentando em 70% a capacidade de armazenagem e recepção dos grãos. “Esta melhoria é fundamental para reduzir custos de frete e armazenagem, além de otimizar os processos de colheita e plantio”, explicou.
A infraestrutura ferroviária e rodoviária também receberá melhorias. “Há dois anos, duplicamos a moega ferroviária, o que nos permite receber até quatro trens por dia. Atualmente, estamos em fase de estudo para construir uma ‘pera’, uma estrutura circular que facilitará a manobra dos vagões”, disse Bertoni.
Ele ainda ressaltou que, com a expansão, o Tegram poderá atender melhor à crescente demanda do agronegócio brasileiro e reforçar sua posição como um dos principais terminais de exportação do país. “Nosso objetivo é expandir nossa capacidade de recepção e embarque, acompanhando o aumento anual de produtividade e plantio”, concluiu Bertoni.
Luciano adicionou que essa expansão é um marco importante para as regiões Norte e Nordeste, mudando o eixo logístico e portuário brasileiro, que antes era concentrado no Sul-Sudeste. Ele também destacou o incremento na conexão ferroviária que será realizado nas estruturas atuais e na futura moega do Porto do Itaqui, parte do projeto Pera Sul conduzido pela operadora ferroviária VLI e a autoridade portuária EMAP.
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