Terceira Revolução Verde: Os drones vieram para ficar

Terceira Revolução Verde: Os drones vieram para ficar

Drone no Milho
Foto: Calum McClelland

Estamos em constantes mudanças tanto na cidade, quanto no campo.

A cada dia surgem novos equipamentos que facilitam os processos do dia a dia. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o trabalho na área rural não é mais um trabalho caseiro e manual, ele exige uma série de cuidados especiais que envolvem maximizar a produção e diminuir o custo do trabalho por meio das novas tecnologias.

Hoje nós podemos encontrar propriedades rurais altamente informatizadas, contando com inúmeros equipamentos, sensores e dispositivos que proporcionam soluções como observar e medir as condições no campo, e assim, em seguida, trabalhar de forma adequada para otimizar retornos e preservar os recursos.

Os drones são exemplos de equipamentos que tem beneficiado muito a agricultura com o avanço dos sistemas de veículos aéreos não tripulados (VANTs). Apesar de ser utilizado em diversos segmentos, no campo o drone é capaz de gerar muito mais que imagens bonitas das plantações.

Esses dispositivos aéreos aumentam de forma extraordinárias a capacidade humana de ver. Atualmente na agricultura de precisão, eles são os olhos dos agricultor na propriedade rural. O cultivador pode analisar falhas no plantio, identificar se a plantação está sadia ou não, se há estresse hídrico, ou seja quando há a falta d’água, pragas e insetos.

Além disso, são usados para auxiliar também na execução de pesquisas e levantamentos ligados a agricultura. São imagens precisas e recursos que podem ser usados para as tendências de fertilidade ao longo do tempo, determinar se devem ser feitos ajustes de irrigação, captura de dados sobre as condições climáticas e poluição do ar, e observar o comportamento dos animais nas proximidades.

Esses pequenos objetos voadores, estão entre as inovações da terceira fase da Revolução Verde. Essa revolução iniciou-se entre os anos de 1960 e 1970, quando começaram a ser desenvolvidas novas técnicas para aumentar a produtividade por meio de desenvolvimento de sementes adequadas para tipos específicos de solos e climas, adaptação do solo para o plantio e desenvolvimento de máquinas, financiadas pelos Estados Unidos e ONU nos países subdesenvolvidos para diminuir a fome no mundo. Na terceira fase, a digital, essas tecnologias de ponta como as dos drones, se encaixam perfeitamente no que é estabelecido pela revolução.

A inserção de drones na agricultura veio realmente para ficar e consolidar ainda mais as práticas da agricultura de precisão, facilitando e barateando processos diversos da produção agrícola.

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