Técnica de plantio permite produzir até 30% a mais

Técnica de plantio permite produzir até 30% a mais

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produção de tifton
Foto: Jailton Padilha/arquivo pessoal

Quanto aos aspectos nutricionais, Jailton Padilha diz que o volume de proteína por hectare aumenta. Isso porque, cultivado da forma que ele aprimorou, o capim apresenta maior volume de folhas e hastes.

Um agricultor do município de Jaboticaba, no Rio Grande do Sul, criou uma tecnologia para a produção de tifton. O sistema consiste em produzir as mudas do capim diretamente em uma bandeja. Jailton Padilha, idealizador da tecnologia, conta que, embora o processo já exista há 12 anos, foram necessárias inúmeras tentativas para chegar ao resultado atual.

“Já faz tempo que vínhamos testando produtos, enraizadores e substratos que dessem um um bom resultado em gramíneas”, conta o agricultor. Ele e sua equipe, que hoje soma mais de 50 pessoas, fizeram experimentos com tifton em conjunto com pesquisadores da Nova Zelândia. Constataram que a planta produz maior volume de massa quando o plantio é feito com as mudas em uma bandeja, substituindo o modo tradicional que é feito manualmente e utilizando uma enxada.

No processo, as melhores matrizes são selecionadas e cortadas com uma tesoura. Depois, são transferidas para um balde com água, para não secar. Por fim, as mudas são colocadas em bandejas com substratos e levadas para um canteiro nivelado (dentro ou fora da estufa), com no máximo 1 cm de água. As plantas permanecem no local por 15 dias até que se formem as raízes.

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Durante as pesquisas, o grupo pesava o capim e, após isso, o tifton era secado e pesado novamente. Ao fim, o peso, utilizando os dois modos de produção, era comparado, mostrando que a nova tecnologia possui um resultado positivo.

Padilha conta que a técnica possibilita a uniformidade da lavoura, além de aumento da produtividade. Segundo ele, dependendo do número de mudas plantadas, esse crescimento pode chegar a 30%.

Para os animais a mudança não causou muito impacto, segundo Jailton. “Não muda nada. O volume de proteína por hectare aumenta, porque aumenta o volume de folhas e hastes, mas ela continua a mesma”, diz ele.

Viajando o mundo

A tecnologia chegou a outras cidades do Brasil e do mundo. Padilha e sua equipe já viajaram para o Uruguai para levar a técnica criada por eles, que também foram procurados por universidades e entidades que pesquisam novos modos de plantio.

Embora ainda seja pouco utilizado nas fazendas, o modelo é considerado um grande avanço na área. Para aumentar a visibilidade da técnica, o agricultor foi convidado a apresentar seus resultados na Expodireto, feira de agronegócio internacional com foco em tecnologia e negócios.

Fonte: Canal Rural



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