Na safra 2025/26, produtores de cana-de-açúcar do Nordeste passam a contar com uma tecnologia que promete amenizar dois obstáculos: escassez de mão de obra e terrenos acidentados.
O equipamento funciona em inclinações de até 25 graus, enquanto as máquinas grandes tradicionais operam com dez graus.
Isso aumenta as possibilidades de mecanização em áreas menores.
Colhedora chinesa atrai produtores do Nordeste com preço competitivo
A FM World chegou ao Brasil no fim de 2024 com preços entre R$ 350 mil. E R$ 400 mil, abaixo dos R$ 2 milhões de uma colheitadeira de grande porte. Embora produza um quinto do volume das máquinas maiores.
A diferença de preço torna a máquina acessível a perfis variados de cliente, especialmente produtores menores.
A usina Monte Alegre, em Mamanguape, a 50 quilômetros de João Pessoa, foi uma das primeiras a investir na tecnologia chinesa.
A diferença de custo torna a máquina acessível a perfis variados de cliente, especialmente produtores menores.
Segundo Guilherme Cordeiro, gerente agrícola da usina, a máquina entrou em operação em janeiro deste ano.
E resolve um problema específico: colheitadeiras grandes reduzem a produtividade em 50% nas áreas menores da usina.
Adaptação e perspectivas de expansão
As máquinas chinesas precisaram de ajustes para se adequar às condições nordestinas.
A produtividade local em algumas usinas chega a 68 toneladas de cana por hectare, acima das 35 toneladas registradas na China.
Essa diferença exigiu reforço do sistema hidráulico e maior potência dos motores de corte.
A terceira geração de máquinas, que chegou em junho, apresenta melhorias para atender melhor às condições regionais de clima.
E topografia, o que aponta para um potencial de expansão significativa nos próximos anos.













