Mato Grosso do Sul enfrentou uma sequência de dias muito frios no mês de maio. E diversas fazendas já relataram a morte de animais no período.
Os óbitos podem ter sido causados por hipotermia, redução severa da temperatura corporal dos animais.
O termômetro no estado marcou mínimas inferiores a 7°C, com sensação térmica próxima de 0°C em alguns momentos.
Vulnerabilidade dos animais ao frio intenso
Bezerros e animais jovens são os mais vulneráveis ao frio intenso. A resistência depende do estado nutricional, do escore corporal e da disponibilidade de abrigo contra vento e chuva.
Animais bem alimentados resistem melhor, e a ausência de proteção, seja natural ou artificial, acelera a perda de calor. A raça do animal também influencia sua resistência ao frio.
Como produtores podem prevenir perdas
Garantir oferta nutricional adequada, especialmente em períodos de frio, ajuda o animal a manter a temperatura corporal.
Abrigos ou áreas protegidas, artificiais ou naturais, minimizam o impacto de ventos e tempestades sobre o rebanho.
O acompanhamento regular com médico veterinário e o cumprimento do calendário de vacinação são essenciais.
Animais debilitados precisam de abrigo específico e monitoramento técnico reforçado.
O que fazer se o rebanho apresentar mortes
Quando a propriedade registra mortes acima dos índices normais, o produtor deve notificar a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal imediatamente.
O Serviço Veterinário Oficial fará uma inspeção para verificar a situação.
A remoção rápida das carcaças é fundamental para evitar surtos de doenças como botulismo e outras enfermidades causadas pela putrefação. Quem não conseguir receber a visita oficial pode apresentar laudo de veterinário particular.
Para dúvidas ou notificações, a Agência disponibiliza contato via WhatsApp: (67) 99961-9205.
A crise de 2023
Mais de 2,5 mil cabeças de gado morreram de frio no estado em 2023. A maioria dos óbitos ocorreu em locais com escassez de pasto e ausência de abrigos naturais ou artificiais.













