Os Colégios Agrícolas do Paraná formam profissionais para o agronegócio ao combinar a sala de aula com o trabalho prático no campo.
Distribuídos em 25 unidades do estado, os colégios oferecem Ensino Médio integrado a cursos técnicos em Agropecuária.
O tema também foi tratado pela UEPG, pelo CEEP, pela Universidade Católica do Paraná e pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, citados na reportagem original.
Agricultura, Florestas e Manutenção de Máquinas Pesadas são pilares para a sustentabilidade e a produtividade dos sistemas agroindustriais modernos.
O diferencial está nas Fazendas Escola, unidades didático-produtivas onde os alunos aprendem fazendo. Em Castro, referência na produção leiteira, o colégio mantém 87 animais monitorados por microchip.
Esse sistema avisa quando uma vaca está doente ou pronta para parir.
Ensino Médio integrado a cursos técnicos em Agropecuária
Além das disciplinas de formação geral, os alunos cursam disciplinas técnicas específicas e trabalham em projetos que combinam conceitos teóricos com a realidade da produção regional.
Cada colégio é estruturado de acordo com as demandas locais e leva em conta as características econômicas, culturais e educacionais de cada região.
Isso acaba garantindo que o conhecimento adquirido seja imediatamente aplicável na comunidade onde o aluno vive e trabalhará depois.
O Ensino técnico integrado ao Ensino Médio cresceu significativamente no Brasil nos últimos anos. Com matrículas passando de 8 p.p, e em 2013 para 14 p.p.
Em 2023, escolas com essa proposta integrada costumavam ter evasão menor do que a média nacional. Isso indica maior retenção de estudantes engajados com o aprendizado prático.
Sustentabilidade financeira e modelo cooperativista
Desde julho do ano passado, os Colégios Agrícolas funcionam como cooperativas-escola, abrindo a possibilidade de comercializar sua produção.
A mudança permite que os alunos comercializem o que produzem nas Fazendas Escola, toda a receita é reinvestida na própria instituição.
Por exemplo, um colégio que deseja adquirir um drone pode vender a soja que produziu e usar o dinheiro nessa compra.
Os estudantes participam da gestão cooperativa e aprendem na prática como funciona esse modelo de negócio.
Isso cria uma escola financeiramente sustentável e insere o jovem no ambiente cooperativista, ao mostrar os resultados da produção e dos investimentos coletivos.
Tecnologia e parcerias que ampliam horizontes
O Programa Agricultura 2030, oferecido pelo Senar no Paraná há cinco anos, apresenta aos estudantes conceitos e ferramentas tecnológicas, como drones agrícolas, mecanização, pecuária e agricultura de precisão.
A parceria público-privada permite que os alunos se familiarizem com inovações necessárias ao desenvolvimento do agronegócio.
Os colégios também atuam em iniciativas como o Paraná Mais Orgânico e oferecem 18 cursos imersivos em parceria com o Sistema FAEP/Senar.
Alguns estudantes participam de programas que levam jovens paranaenses para vivências internacionais nos Estados Unidos.
Habilidades socioemocionais para o mercado de trabalho
Além de treinar mão de obra especializada, a missão é formar jovens com competência, visão de futuro e protagonismo para atuar em um dos setores mais estratégicos do Brasil.
Os estudantes desenvolvem habilidades socioemocionais como comunicação e trabalho em equipe, essenciais para o mercado de trabalho moderno.
A efetividade do modelo aparece nos resultados: instituições como o Centro Estadual de Educação Profissional de Arapoti demonstram inserção real no mercado.
O Centro Estadual de Educação Profissional de Arapoti, por exemplo, tem entre 75% e 80% de seus alunos contratados logo após a conclusão do curso técnico em Celulose e Papel.













