Uma mutação surgida por acaso em uma bananeira de Luiz Alves, no Vale do Itajaí, deu origem a uma nova variedade da fruta em Santa Catarina.
A cultivar, batizada de Clarinha (SCS455), foi incluída pelo Ministério da Agricultura e Pecuária no Registro Nacional de Cultivares sob o número 58.447, o que já permite sua exploração comercial.
Trata-se de uma mutação natural a partir da banana caturra, que resultou em uma aparência diferente e pode se tornar um atrativo para as empresas do setor.
Para ter acesso às mudas da nova variedade, os produtores precisam recorrer a empresas cadastradas no Registro Nacional de Sementes e Mudas.
Mutação natural em banana com casca mais clara
A Clarinha apresenta casca mais clara e brilhante comparada às variedades tradicionais, aspecto relacionado à redução de aproximadamente 43% no teor de clorofila.
A casca mais clara e brilhante retarda o escurecimento da fruta após a colheita e pode mantê-la mais atrativa nas prateleiras.
Isso pode favorecer a rentabilidade dos produtores catarinenses, especialmente durante o inverno, quando o escurecimento tende a ser mais acentuado.
Ensaios comprovaram que a Clarinha mantém produtividade equivalente à variedade tradicional e acrescenta um benefício estético sem sacrificar o desempenho produtivo.
A validação incluiu estudos da Epagri, iniciados em 2018, que confirmaram a viabilidade da cultivar para adoção em larga escala.
Santa Catarina expande seu portfólio de variedades
Com o registro oficial no Mapa, a Clarinha está apta para uso comercial e passa a integrar o portfólio de variedades identificadas no estado, que agora soma seis.
Luiz Alves, onde a variedade foi identificada, é um importante município produtor de bananas no Vale do Itajaí.
Segundo o superintendente do Mapa em Santa Catarina, Ivanor Boing, esse tipo de registro mostra o quanto a agropecuária catarinense é capaz de inovar, além de reforçar a atuação do ministério na garantia de segurança, rastreabilidade e competitividade ao setor.













