Produtores do Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste do Paraná já podem começar a semeadura nesta terça-feira (1º). Com o fim do vazio sanitário nessas quatro regiões, que formam a Região 2 do calendário estadual.
A liberação vale para quem cumpriu o período obrigatório sem plantas ou rebrotas de soja no campo, entre 2 de junho e 31 de agosto.
Nas demais áreas do Paraná, o plantio continua proibido por enquanto, porque os períodos de vazio sanitário terminam em datas diferentes.
Para que serve o vazio sanitário
Impedir que a soja fique no campo fora de época é a função central dessa pausa fitossanitária.
Sem planta viva entre uma safra e outra, pragas e doenças perdem o hospedeiro e sua sobrevivência cai naturalmente.
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná trata a ferrugem asiática como o principal alvo da estratégia, porque a doença está entre as que mais castigam a lavoura de soja no estado.
Percevejos, lagartas e nematoides também perdem força durante o intervalo sem cultivo.
Menor pressão de pragas pode reduzir custos
Começar o ciclo com menos pragas na área reduz a necessidade de pulverizar fungicidas e inseticidas. A aplicação desses insumos representa parte do custo de produção da soja.
A Adapar aponta que esse controle inicial também ajuda a preservar o potencial produtivo da lavoura ao longo de toda a safra.
Uma área que começa o ciclo com menos pressão de doenças tende a exigir menos intervenções nos meses seguintes.
Datas variam conforme a região
O Paraná possui um calendário de vazio sanitário dividido em três regiões, com períodos definidos de acordo com as características climáticas e o histórico de ocorrência de doenças em cada área.
Na Região 1, que compreende o Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral, o vazio sanitário ocorre de 21 de junho a 19 de setembro de 2026.
Já na Região 3, formada pelo Sudoeste do estado, o período vai de 12 de junho a 10 de setembro de 2026.
Com isso, enquanto os produtores da Região 2 já podem iniciar a semeadura, agricultores das outras duas regiões precisam aguardar o encerramento do período obrigatório.
A regra permanece válida mesmo quando as condições de solo e clima são consideradas favoráveis ao plantio.
A recomendação é que os produtores respeitem o calendário fitossanitário para evitar a manutenção de plantas de soja fora do período autorizado e contribuir para o controle das doenças e pragas que ameaçam a cultura no estado.













