Em 1948, Lauro e Ana Pamplona começaram um pequeno negócio de abate e venda de carne em Agronômica, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A família vivia com poucos recursos, sem energia elétrica na propriedade e com uma estrutura bastante simples. Nos primeiros anos, o empreendimento chegava a abater apenas um boi por semana.
Quase oito décadas depois, o negócio se transformou na Pamplona Alimentos, uma das empresas relevantes da indústria brasileira de carne suína. Em 2025, a companhia registrou R$ 2,53 bilhões em faturamento, empregava mais de 3 mil pessoas e exportava para mais de 30 países.
De pequeno abatedouro a operação nacional
A expansão ocorreu em etapas:
- 1948: Lauro e Ana iniciam o negócio em Agronômica.
- 1963: a empresa passa a comercializar carne suína e adota o nome Açougue Riosulense.
- 1969: a sede é transferida para Rio do Sul e o negócio passa a se chamar Frigorífico Riosulense.
- 1989: a companhia adquire uma unidade em Presidente Getúlio.
- 1996: começam as exportações, inicialmente para Hong Kong e Uruguai.
Hoje, a estrutura reúne duas plantas industriais próprias, uma unidade terceirizada, fábrica de ração, oito granjas próprias e mais de 300 propriedades integradas, com um plantel superior a 555 mil suínos.
A trajetória ganhou outro rumo em 1991, após a morte de Lauro. Ana assumiu a presidência da empresa e conduziu a expansão que levou a Pamplona ao mercado internacional.
A sucessão permaneceu dentro da família. Irani Pamplona Peters, filha do casal, chegou à presidência e comandou uma nova fase de modernização. Em 2026, passou a presidir o conselho de administração, enquanto Ronaldo Kobarg Müller assumiu a presidência executiva.
Os números do crescimento
Em 2024, a empresa registrou:
- R$ 2,4 bilhões em faturamento, alta de 8,26%;
- R$ 86 milhões de lucro líquido, contra R$ 1 milhão em 2023;
- R$ 186,6 milhões de Ebitda, alta de 352%;
- R$ 120 milhões em geração de caixa operacional, avanço de cerca de 93%;
- 25,95% de crescimento no faturamento internacional.
Em 2025, a receita chegou a R$ 2,53 bilhões. As exportações somaram quase 85 milhões de quilos de carne suína, com receita de aproximadamente US$ 226 milhões.
Da produção local ao mercado global
A empresa que começou em uma pequena operação familiar hoje atua em praticamente todo o Brasil e exporta para dezenas de países. A cadeia inclui produção de ração, criação de suínos, abate e processamento, além de uma rede de produtores integrados.
A Pamplona também vem ampliando o portfólio com produtos de maior valor agregado, como pizzas artesanais gourmet e itens fatiados e porcionados.
Em 2026, a companhia anunciou novos investimentos para ampliar essa produção. O frigorífico abate cerca de 8.300 suínos por dia, sendo aproximadamente 72% provenientes de propriedades integradas próximas às unidades industriais.













