Uma planta de feijão verde cultivada em uma estufa na Tasmânia, na Austrália, alcançou impressionantes 15,63 metros de altura e pode entrar para o Guinness World Records como a maior já registrada.
O resultado surgiu de uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade da Tasmânia, liderados pelo professor Jim Weller.
O estudo busca entender como o feijão verde, uma cultura de origem tropical, consegue apresentar alto desempenho mesmo em regiões de clima frio.
A pesquisa também contou com colaboradores da Espanha e da China e envolveu o cruzamento entre variedades selvagens e tipos modernos cultivados em jardins.
Como a genética transformou o feijão
A seleção de plantas ao longo dos séculos provocou alterações genéticas. O feijão selvagem depende de dias curtos para florescer e de calor para crescer, características que limitam seu desenvolvimento em regiões frias.
As variedades modernas tiveram sua genética modificada pela domesticação, permitindo que florescessem mesmo com dias mais longos, típicos dos verões em climas temperados.
Com essa mudança genética, o feijão deixou de depender de calor intenso e passou a poder ser cultivado em regiões mais frias.
Em condições ideais de umidade, luz e nutrição, a planta apresentou crescimento explosivo.
O desafio de cultivar gigantes dentro da estufa
Os pesquisadores enfrentaram um problema prático: as plantas cresceram tanto que ocuparam quase todo o espaço disponível da estufa.
Tiveram de deitar os caules ao longo do chão em fileiras de 5 metros e depois erguê-los novamente em estruturas de arame suspensas.
Manter plantas tão altas exigiu irrigação constante e suporte estrutural. A equipe precisou desse cuidado porque o crescimento superou a expectativa inicial.
O projeto não era originalmente voltado para bater recordes, mas a variedade obtida cresceu além da previsão inicial.
Possível recorde mundial em busca de reconhecimento
Até então, a maior planta registrada no Guinness Book of Records media pouco mais de 14 metros. Com 15,63 metros, o feijão cultivado no projeto ultrapassou essa marca.
Os pesquisadores agora investigam como registrar oficialmente o novo recorde e obter seu reconhecimento internacional.
Pesquisa pode ampliar cultivo em regiões frias
Na Austrália, os produtores cultivam cerca de 40 mil toneladas de feijão verde por ano.
A Tasmânia responde por 25% desse volume, em uma região onde o clima mais frio favorece a colheita. No mundo, a produção de feijão chega a 60 milhões de toneladas.
O estudo pode ajudar a aumentar o rendimento dessas lavouras com base nas vantagens genéticas identificadas e ampliar o cultivo para outras regiões.













