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Arroz e feijão vão ficar mais caros nos supermercados, após mudança na produção brasileira

Por Yasmin Henrique
17/09/2026
Arroz feijão ficar caros supermercados

Foto: Daigoro Folz/Pexels

A produção brasileira de arroz deve cair 13,2% na safra 2025/26, para 11,08 milhões de toneladas, enquanto a de feijão recua 3,6%, para 2,95 milhões de toneladas, segundo o 12º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 15 de setembro. A redução ocorre principalmente pela menor área destinada às duas culturas, enquanto soja e milho avançam.

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No arroz, a área plantada diminuiu 14%, para 1,52 milhão de hectares. No feijão, a queda foi de 5,7%, embora a produtividade tenha crescido 2,2%. Segundo a Conab, não há risco imediato de desabastecimento, mas a oferta menor pode aumentar a pressão sobre os preços, principalmente se o próximo ciclo enfrentar problemas climáticos.

preço do arroz e feijão
13,2%
queda na produção de arroz na safra 2025/26
11,08 milhões de tonelad
produção estimada de arroz na safra 2025/26
3,6%
recuo na produção de feijão na safra 2025/26
2,95 milhões de toneladas
produção estimada de feijão na safra 2025/26
14%
redução da área plantada de arroz
5,7%
queda da área plantada de feijão

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Arroz já mostra reação no campo

O preço do arroz acumula alta de 0,4% no ano, mas caiu 8,8% nos últimos 12 meses, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor. Segundo o FGV Agro, o mercado está saindo de um período de contração, que agora perde força.

O mercado do arroz começa a refletir a menor disponibilidade. No Rio Grande do Sul, principal produtor brasileiro, a saca de 50 quilos chegou a cerca de R$ 80 no fim de agosto. A valorização está ligada à menor oferta disponível e à cautela dos produtores em vender, enquanto as indústrias precisam recompor estoques.

Feijão acumula pressão sobre o bolso

O feijão carioca acumula alta de 42,3% em 2026, enquanto o feijão preto sobe 25,8%. As altas colocam o feijão entre os itens que mais pressionam a inflação dos alimentos. Apesar dessa pressão, os dados mensais recentes mostram sinais de arrefecimento: o feijão carioca caiu 4,8% em agosto, e o preto recuou 0,6%.

Embora tenha começado 2026 sob forte pressão de alta, o feijão caiu no varejo com a maior oferta da colheita recente. O quilo caiu 5% nos supermercados em agosto, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, embora ainda carregue os aumentos do início do ano.

Soja e milho ganham espaço

A mudança no perfil da produção ajuda a explicar a redução das áreas de arroz e feijão. Enquanto os dois alimentos perdem espaço, culturas voltadas principalmente ao mercado de commodities avançam:

  • Soja: produção estimada em 180,4 milhões de toneladas, alta de 5,2%.
  • Milho: produção estimada em 144 milhões de toneladas, crescimento de 2%.
  • Arroz: produção de 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,2%.
  • Feijão: produção de 2,95 milhões de toneladas, queda de 3,6%.

A redução da área dedicada aos alimentos básicos não significa que os preços necessariamente subirão de imediato. Estoques, importações, custos de produção, clima e demanda também influenciam o valor pago no supermercado.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Sou uma jovem de 20 anos que cursa jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita, sempre adorei a ideia de informar as pessoas e meus textos fazerem a diferença na vida de alguém. Ainda estou começando na trilha profissional, mas planejo alcançar muita coisa. Quando não estou estudando, sou redatora do Consulta Pública.

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