Aos 67 anos, Zeca Pagodinho mantém duas propriedades com funções bem diferentes. No Rio de Janeiro, a mansão é ponto de encontro de filhos, netos e amigos, com piscina, espaço gourmet e um acervo que reúne troféus e discos conquistados ao longo de mais de quatro décadas de carreira.
Em Xerém, distrito de Duque de Caxias, 8 mil m² de uma área que pertencia ao cantor foram transformados em uma horta comunitária.
O projeto é mantido pelo Instituto Zeca Pagodinho e nasceu de uma sugestão do filho Luiz Carlos Silva. A antiga área de pastagem passou a receber alimentos que são destinados a moradores da região, além de cursos voltados à agricultura agroecológica.
Uma horta em antiga área de pastagem
A Horta Urbana Xerém I começou a produzir alimentos em 2025. A estrutura foi planejada para aproveitar o terreno e aproximar os moradores de técnicas de cultivo.
- 8 mil m² destinados à horta
- Mais de 11 mil mudas plantadas
- Cerca de 50 espécies frutíferas
- Potencial de produção de até 40 toneladas por ano
- Mais de uma tonelada de alimentos já distribuída
O Instituto também mantém parcerias com a Embrapa, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e o projeto Cidade Sem Fome. Os cursos ensinam técnicas de agricultura agroecológica e formas de transformar quintais residenciais em áreas produtivas.
Para Zeca, a iniciativa segue uma ideia que ele costuma associar à própria trajetória: aquilo que se conquista também pode ser compartilhado.
Família e trajetória
Zeca e Monica Silva estão juntos há mais de 40 anos. Ela administra as finanças do cantor, que revelou receber uma mesada da esposa. A mansão também é ponto de encontro da família, com filhos, netos e amigos.
Nascido Jessé Gomes da Silva Filho, Zeca deixou a escola na quarta série e trabalhou como feirante, camelô, office-boy, contínuo e anotador de jogo do bicho antes de ganhar projeção no samba. Nos anos 1980, suas composições passaram a ser gravadas por nomes como Beth Carvalho e Fundo de Quintal. Em 1986, lançou o primeiro álbum solo.













