A abertura de 9.298 vagas com carteira assinada colocou a agropecuária paulista na liderança do mercado de trabalho formal do estado em julho.
O saldo resulta de 25.662 contratações e 16.364 demissões no setor, conforme levantamento do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo com base nos registros oficiais do Novo Caged.
Na comparação com julho de 2025, as admissões cresceram 15,4%, enquanto os desligamentos recuaram 3,2%.
Ainda assim, o estoque de trabalhadores com carteira assinada na agropecuária paulista caiu 1,6% em um ano, para 362.644 postos ativos.
Laranja puxa a geração de empregos
Entre as atividades do setor, o cultivo de laranja foi o que mais contratou, com 3.402 vínculos formais a mais em julho. O resultado reflete o período de colheita nas regiões produtoras do interior paulista.
Serviços de apoio à agricultura, como preparo de solo e trabalhos de campo, também tiveram saldo positivo, com 2.240 postos abertos.
Nem todas as culturas seguiram essa direção. A cana-de-açúcar teve o pior resultado do mês, com 500 demissões líquidas, e café e eucalipto fecharam no negativo, com perdas de 349 e 137 vínculos, respectivamente.
Perfil dos trabalhadores contratados
Todas as faixas etárias tiveram mais contratações do que demissões no estado. Trabalhadores entre 30 e 39 anos formaram o grupo com maior número de admissões líquidas, somando 2.204 novos vínculos no período.
Quem tem ensino fundamental incompleto respondeu pela maior fatia da geração de empregos, com 5.020 postos a mais.
O dado indica que boa parte das oportunidades exige menor escolaridade, perfil comum em atividades de colheita e apoio no campo.
Como São Paulo pesa no cenário nacional
No Brasil, os setores da economia, somados, abriram 58.568 vagas líquidas em julho, com 2,26 milhões de admissões e 2,20 milhões de desligamentos.
O país fechou o mês com 48,1 milhões de trabalhadores formais, alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A agropecuária brasileira criou 12.523 empregos formais no mês, resultado de 110.999 contratações contra 98.476 dispensas.
São Paulo concentrou quase 75% desse saldo nacional do setor, mesmo com o estoque total de vínculos rurais do país caindo 0,8% na comparação anual, para 1,87 milhão de postos.
Safra influencia resultado do emprego
Os números mostram a influência do calendário agrícola sobre o mercado de trabalho formal.
Em São Paulo, o período de colheita da laranja elevou as contratações e sustentou o desempenho da agropecuária no mês.
Ao mesmo tempo, a queda do estoque de empregos em 12 meses indica que o avanço observado em julho não representa, isoladamente, uma expansão generalizada do emprego rural.
O resultado mensal está ligado principalmente à demanda temporária por mão de obra em determinadas atividades e regiões produtoras.













