Fazendeiros de Mato Grosso podem solicitar câmeras de segurança gratuitas para monitorar acessos às propriedades e estradas utilizadas no transporte da produção agrícola e pecuária. Os equipamentos fazem parte do programa Vigia Mais Agro, que permite transmitir imagens em tempo real para uma central de operações de segurança pública.
A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e os sindicatos rurais. A proposta é ampliar a vigilância em regiões afastadas dos centros urbanos e ajudar na prevenção e investigação de crimes no campo.
Como funciona o monitoramento nas propriedades rurais
Os equipamentos permitem acompanhar a movimentação em pontos estratégicos, como entradas de fazendas, estradas rurais e rotas utilizadas para escoar a produção. As imagens são transmitidas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), onde podem auxiliar o trabalho das forças policiais.
O sistema inclui câmeras com zoom de longo alcance e modelos capazes de identificar placas de veículos. Esses recursos podem ajudar a reconhecer automóveis que passaram por determinada região e fornecer pistas sobre o deslocamento de suspeitos após furtos e roubos.
A iniciativa busca proteger bens como animais, máquinas agrícolas, insumos e mercadorias armazenadas nas propriedades. Os registros também podem contribuir para esclarecer ocorrências quando há informações sobre o local e o horário em que um crime aconteceu.
Imagens auxiliaram na recuperação de gado furtado
Em Rondonópolis, no Mato Grosso, imagens de monitoramento contribuíram para a recuperação de 33 cabeças de gado avaliadas em aproximadamente R$ 132 mil. Os animais haviam sido retirados de uma propriedade na região da Gleba Rio Vermelho.
A recuperação ocorreu em 30 de junho de 2026. Durante a investigação, os policiais identificaram imagens de um caminhão azul nas proximidades da fazenda, durante a madrugada, e conseguiram localizar o veículo na BR-364. As pistas levaram as equipes até o rebanho.
O caso ilustra como o monitoramento pode ajudar a direcionar buscas e reunir evidências. As câmeras, porém, funcionam como apoio à investigação e não substituem a comunicação da ocorrência nem a atuação das autoridades.
Quem paga pela instalação e pela manutenção
Embora os equipamentos sejam cedidos gratuitamente pelo programa, os participantes precisam arcar com os custos necessários para colocá-los em funcionamento. Isso inclui instalação, fornecimento de energia elétrica, conexão à internet e manutenção do sistema.
Em propriedades sem rede elétrica, uma alternativa é utilizar painéis solares acompanhados de baterias. A transmissão das imagens pode depender de internet via satélite, rede móvel ou rádio, conforme a infraestrutura disponível na região.
A escolha da estrutura deve considerar as condições de cada local. Por isso, antes de aderir, o interessado precisa avaliar como manter os equipamentos ligados e conectados para garantir o envio das imagens à central de segurança.
Como participar do programa de vigilância
A adesão ao Vigia Mais Agro depende de aprovação da Secretaria de Estado de Segurança Pública. Os interessados devem consultar o portal do Vigia Mais MT, reunir a documentação exigida e apresentar um projeto com os pontos previstos para a instalação dos equipamentos.
Fazendeiros também podem procurar a Famato ou o sindicato rural do município para receber orientações sobre o processo. A participação pode envolver produtores e entidades representativas do setor rural.
As gravações ficam armazenadas por até dez dias. Para solicitar imagens relacionadas a um crime, é necessário encaminhar à Sesp um requerimento acompanhado do boletim de ocorrência e de um documento pessoal. Como o período de armazenamento é limitado, o pedido deve ser feito o mais rápido possível após a identificação do caso.
Informações sobre o programa podem ser obtidas com a Gerência de Videomonitoramento pelo telefone ou WhatsApp (65) 98145-0303.













