Na Tasmânia, o casal Frances e John Ashlin transformaram seu modelo de negócios. O projeto começou no início dos anos 1990, quando Frances abriu um centro de educação infantil na região e percebeu uma oportunidade.
Os animais de tamanho comum intimidavam as crianças pequenas, e muitas delas nem se aproximavam e chegavam a abraçar com força a perna dos adultos. Ela então começou a levar seus bichos menores para as visitas, e a resposta foi transformadora. Ao fim de alguns meses, até as crianças mais receosas se sentiam à vontade para acariciá-los.
Da experiência ao sucesso público
Sem treinamento formal, o casal experimentou cruzamentos entre animais de diferentes tamanhos até obter resultados próximos da classificação “micro” — um passo além da miniatura. John Ashlin descreveu o processo como uma sequência de tentativas e erros que deu resultado. Uma vaca branca de nove meses, que mal alcança os joelhos do criador, atrai a curiosidade dos visitantes.
A mudança para o turismo ocorreu quando transeuntes começaram a se aglomerar diante da cerca da propriedade para fotografar os animais. Alguns chegavam a pular a barreira para conseguir a foto perfeita. Com o interesse dos visitantes, o casal decidiu abrir a fazenda oficialmente ao público e transformar as invasões em uma atividade autorizada.
Desafios na abertura ao público
O processo de aprovação foi longo e burocrático e coincidiu com chuvas de inverno que deixaram enlameados os caminhos da propriedade. A fazenda abriu no meio da pandemia de COVID, em condições de umidade extrema. Frances Ashlin manteve o otimismo: segundo ela, as crianças adoravam a lama, que acabou fazendo parte da experiência.
Como a criação seletiva reduz o tamanho dos animais
O casal não seguiu uma fórmula científica formal: cruzou repetidamente animais de diferentes tamanhos ao longo de três décadas. A ideia é simples: quando os indivíduos menores de uma raça são reproduzidos com outros igualmente pequenos, as gerações seguintes tendem a herdar essa característica.
Cada cruzamento bem-sucedido consolida o traço miniaturizado e reduz o tamanho em relação ao padrão original da espécie. Esse processo de tentativa e erro funcionou tão bem que alguns dos animais da fazenda agora se aproximam da classificação “micro”, um degrau abaixo da miniatura.













