O mogno africano é uma madeira nobre rara no Brasil, porque poucos plantios chegaram à idade de corte.
Mesmo assim, países europeus e norte-americanos já comercializam a espécie há algum tempo. Entre 2009 e 2022, a madeira de mogno africano seca ao ar livre teve valorização de 108,24% no mercado internacional.
Quem deseja vender essa madeira precisa conhecer as regras legais que deve seguir. A comercialização da madeira exótica envolve processos específicos de cadastro ambiental e documentos que variam conforme o estado.
Em Minas Gerais, por exemplo, segundo o Instituto Estadual de Florestas, o plantio de espécies exóticas não depende de autorização prévia, desde que respeite as áreas de Preservação Permanente e a Reserva Legal e seja registrado no órgão ambiental competente.
As três formas de vender Mogno Africano
O mogno africano pode ser comercializado em pé, em tora ou serrado e seco. Cada formato influencia o preço final.
A venda em pé ocorre quando o comprador adquire as árvores ainda na floresta e negocia com o produtor, enquanto providencia o transporte.
A segunda opção é a venda em tora, depois da extração e da toragem das árvores. Normalmente, essa madeira é vendida na propriedade ou entregue na serraria mais próxima para reduzir os custos de transporte.
A terceira forma é a venda de madeira serrada e seca, depois do desdobro e da secagem. Verifique se a madeira foi seca naturalmente ou em estufa, pois a secagem em estufa evita fungos e bactérias.
Ao cortar a tora em pranchas, obtém-se o produto serrado que é comercializado em marcenarias.
A mão de obra envolvida varia bastante entre essas três opções, influenciando o valor final da Madeira.
Documentos obrigatórios para vender a Madeira
Os documentos necessários para comercializá-la variam conforme o estado onde está localizado o Plantio.
Florestas Plantadas em monocultura ou sistema agroflorestal precisam realizar o Cadastro de Plantio, pré-requisito para Comunicação de Colheita.
Esses plantios devem ser cadastrados no prazo máximo de 1 ano após a implantação. O produtor deve apresentar formulário preenchido em duas vias, arquivo digital em formato editável, arquivo shapefile das poligonais dos talhões e cópia do Recibo de Inscrição no CAR.
O produtor deve comunicar aos órgãos ambientais as especificidades da colheita antes de iniciá-la. Com isso, cumpre os requisitos legais e evita problemas com a fiscalização.
Exportação da Madeira de Mogno Africano
Para exportar madeira de mogno africano, é preciso realizar cadastro no Portal Siscomex.
A exportação não depende de anuência do Ibama por ser espécie exótica, mas exige atenção aos aspectos fitossanitários e condições do país de destino.
O valor de venda da madeira exótica é complexo porque inúmeros fatores influenciam o preço final: o formato de venda escolhido.
Os custos de transporte, o processamento realizado e a qualidade da secagem. No Brasil, a madeira em tora varia entre €285 e €855 por metro cúbico.
Quem planeja vender mogno africano deve se certificar de que todos os documentos estão em dia com os órgãos ambientais competentes.
Isso evita problemas legais e garante que a transação ocorra de forma completamente legal. Empresas como RJC Agencies Limited na Inglaterra, J. P. Leitão em Portugal e Thompson Mahogany nos EUA já trabalham com essa madeira exótica.
Associações como GD Holz, na Alemanha, e AIEM, na Espanha, também mantêm bases de dados de compradores interessados.













