O Pontos-chave
visa transformar regiões áridas e quentes em áreas produtivas de água doce, alimentos e energia renovável.
Para isso, combina estufas resfriadas por água salgada com tecnologias de energia solar e de revegetação desértica.
Em locais abaixo do nível do mar, a proposta poderia eliminar os custos de bombeamento. Ela nasceu da colaboração de quatro organizações: Seawater Greenhouse Ltd, Exploration Architecture, Max Fordham Consulting Engineers e Bellona Foundation.
O sistema evaporaria grandes quantidades de água do mar para alimentar toda a cadeia de produção.
O projeto afirma que a tecnologia pode fornecer energia, alimentos, vegetação e água de forma rentável em ambientes hostis.
Projeto Floresta do Saara testa tecnologia no Qatar
A primeira estação-piloto foi erguida no Qatar e inaugurada em 16 de dezembro de 2012 por Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, então herdeiro aparente.
Os resultados superaram as expectativas iniciais e validaram a tecnologia proposta.
Com base nesses achados, foi concebido um centro de testes e demonstração em escala comercial, capaz de processar toda a cadeia de valor do Projeto Floresta do Saara.
Expansão para a Jordânia
Em 22 de junho de 2014, o projeto assinou um acordo com a Embaixada da Noruega em Amã para estabelecer uma estação de lançamento na Jordânia.
O plano era usar o local como ponto de partida para um centro de projetos em grande escala em Aqaba.
A estrutura incluiria uma estufa com resfriamento a água salgada, tecnologias de energia solar e áreas para cultivo ao ar livre e revegetação.
A instalação do Qatar foi desmantelada em 2016 e transportada para a Jordânia, onde deveria entrar em operação em 2017.
A instalação jordaniana produz 130 toneladas de alimentos por ano e 10 mil litros de água doce por dia.
Ceticismo e desafios reais
Nem todas as análises sobre o projeto são otimistas. Projetos hidropônicos em escala mundial tendem a apresentar expectativas elevadas demais.
Há também uma desvantagem em cultivar produtos caros para uma população sem condições de comprá-los pode comprometer a viabilidade econômica do empreendimento.
A rentabilidade depende tanto da tecnologia quanto do acesso ao mercado consumidor local. Apesar desses desafios, o Projeto Floresta do Saara permanece em fase de testes em ambientes extremos.
O projeto combina pesquisa ambiental com inovação tecnológica para enfrentar a escassez de água e alimentos em regiões áridas.













