Azeites vendidos como extravirgem nos supermercados brasileiros podem não corresponder ao que promete o rótulo.
Testes do Ministério da Agricultura, feitos em resposta a uma Ação Civil Pública do Ministério Público, revelaram que vários produtos não atendem à classificação anunciada.
O laboratório de análises sensoriais do ministério examinou óleos comercializados como extravirgem e encontrou marcas como Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour classificadas como azeite virgem.
Produtos como Costa D’Oro e Terras de Camões receberam classificação ainda mais preocupante: azeite lampante, considerado impróprio para consumo humano.
Testes do Ministério da Agricultura em azeites extravirgem
A Ação Civil Pública do Ministério Público Federal investiga fraudes em azeites extravirgens e reforça o controle sobre importações.
Para o Ministério Público, o problema vai além da rotulagem incorreta e representa risco sério à saúde pública, já que óleos lampantes são produtos não refinados impróprios para consumo.
A Anvisa proibiu e ordenou o recolhimento de um lote específico de azeite Royal após confirmação de fraude na composição.
O produto continuou a ser comercializado mesmo após a determinação prévia de recolhimento pelas autoridades.
Diferenças entre as categorias
A legislação brasileira classifica o azeite extravirgem e o azeite virgem em categorias distintas de qualidade.
O lampante apresenta falhas sérias, como ranço, mofo e envelhecimento, que o tornam impróprio para consumo sem refino.
O Instituto Brasileiro de Olivicultura já alertava para a entrada no país de produtos importados de qualidade inferior, comercializados como extravirgem.
Os testes reforçam a necessidade de ampliar o controle sobre o que chega do exterior, de forma a garantir que o rótulo corresponda ao conteúdo encontrado na embalagem.
O posicionamento do governo
O Ministério da Agricultura e Pecuária divulgou nota em que esclarece que os resultados são preliminares e ainda não têm caráter conclusivo.
O ministério não divulgou oficialmente os resultados nem identificou as marcas, pois os dados ainda passam por validação técnica e administrativa.
As empresas têm direito a análises periciais e contraprovas, conforme a legislação.
Os produtos analisados neste teste apresentaram classificações divergentes da categoria anunciada em seus rótulos.
As empresas mencionadas ainda não se manifestaram publicamente sobre a classificação dada aos seus produtos.













