Microplásticos continuam a se acumular nos oceanos, solos e até no corpo humano. A adolescente irlandesa Arya Satheesh criou uma solução que vai além da simples substituição do plástico convencional: um material biodegradável capaz de liberar enzimas que degradam os fragmentos de plástico já presentes no meio ambiente.
O projeto levou Satheesh a vencer a categoria europeia do The Earth Prize 2026, competição ambiental voltada a estudantes de 13 a 19 anos. A vitória garantiu US$ 12.500 para desenvolver e ampliar o protótipo. A premiação distribui US$ 100 mil entre sete vencedores regionais.
Funcionamento do material biodegradável contra microplásticos
- Composição: matéria-prima vegetal forma um bioplástico que funciona como suporte para enzimas.
- Decomposição: à medida que o material se degrada, libera enzimas capazes de atuar sobre microplásticos.
- Ambientes: a tecnologia foi projetada para atuar em solo, água doce, água salgada e compostagem.
- Alvo: o Eco Purge foi desenvolvido especialmente para degradar microplásticos de PET, presente em garrafas, embalagens e outros produtos.
- Diferencial: além de se decompor, o material funciona como veículo para enzimas, usando sua própria degradação para ajudar no combate à poluição plástica.
- Origem do projeto: a pesquisa começou com um sistema desenvolvido por Satheesh para detectar microplásticos na água. A partir daí, ela passou a investigar maneiras de removê-los.
- Desenvolvimento: o protótipo foi desenvolvido com apoio de pesquisadores da University College Dublin, Atlantic Technological University e BiOrbic Bioeconomy Research Centre.
“As pessoas podem manter o comportamento normal de descartar o plástico, e ele ainda assim libera a enzima que ajuda a degradar os microplásticos que já existem“, explicou Satheesh em entrevista à revista Smithsonian.
Próximos passos
O prêmio de US$ 12.500 será utilizado para avançar no desenvolvimento do material e buscar aplicações comerciais. Entre os usos planejados estão:
- Embalagens
- Sacolas compostáveis
- Outros produtos de uso cotidiano
A intenção é transformar o protótipo em uma solução que possa ser produzida em maior escala. O desafio agora é demonstrar seu desempenho fora das condições experimentais e avaliar fatores como estabilidade das enzimas, eficiência de degradação e viabilidade de produção.













