A tecnologia está mudando não apenas a forma de produzir no campo, mas também a imagem que os jovens têm do agronegócio. Drones, sensores, inteligência artificial, máquinas autônomas e sistemas de gestão digital criaram novas funções dentro das propriedades e também um mercado de serviços que não existia na mesma escala há poucos anos.
O movimento ocorre em um momento de forte expansão do setor. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária cresceu 11,7% em 2025, enquanto o PIB brasileiro avançou 2,3%. ,
O desempenho do campo respondeu por 32,8% da expansão da economia naquele ano. A participação da agropecuária chegou a 7,5% do PIB, o maior nível da série histórica iniciada em 1996.
Tecnologia como porta de entrada para jovens no campo
As operações agrícolas que antes dependiam de trabalho manual intensivo agora podem ser executadas com mais eficiência, precisão e atratividade. Essa mudança transformou as condições de trabalho e criou uma porta de entrada importante para atrair jovens. Mulheres e filhos de produtores para o agronegócio.
Jovens com menos de 30 anos já representam mais de 40% dos usuários de drones, enquanto os com menos de 50 anos chegam a 85%. A demanda por esses equipamentos cresceu mais de 30 vezes entre 2021 e 2025.
Formação estruturada para a sucessão no campo
Para preparar jovens para assumir negócios familiares, iniciativas como o Jovem SuperAgro, programa de empreendedorismo voltado à sucessão estruturada no agronegócio, ganham força. O treinamento dura 18 meses.
Em formato híbrido, e prepara produtores rurais de 18 a 30 anos para gerir propriedades integradas à marca Seara. A primeira turma capacitará 60 jovens em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
O programa aborda gestão, tecnologia aplicada ao agro, sustentabilidade, liderança, negociação e comunicação. No primeiro módulo, pais e filhos participam juntos para aproximar a experiência dos produtores tradicionais da visão inovadora das novas gerações.
Campo tecnológico e rentável
De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A participação da agricultura no PIB atingiu 7,5%, o maior patamar desde 1996. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A transformação digital permite controlar indicadores-chave da produção pelo celular. Mesmo à distância, facilitando a gestão e melhorando a qualidade de vida do produtor. A sucessão familiar, historicamente feita de forma pouco estruturada, ganha novo contorno quando combinada com ferramentas que transformam o trabalho agrícola.













