O interior do Brasil enfrenta uma sequência de calor intenso nesta semana, com máximas que podem chegar a 42°C. A previsão indica persistência do cenário até quinta-feira (20), devido a uma área de alta pressão que dificulta a passagem de frentes frias e mantém o ar quente e seco sobre grande parte do território.
O sistema reduz a formação de nuvens e aumenta a exposição ao sol. Com a baixa umidade, o aquecimento se intensifica e também crescem os riscos de incêndios florestais. A pouca umidade do ar amplifica esse efeito.
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas de Perigo potencial (amarelo) para áreas com baixo risco de incêndios florestais e de Perigo (laranja) para regiões onde a umidade pode cair para 20% a 30% nas áreas com alerta amarelo e para 12% a 20% naquelas com alerta laranja.
Quais áreas enfrentarão as temperaturas mais altas
As maiores temperaturas estão previstas principalmente para:
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Goiás
- Tocantins
Nessas áreas, os termômetros podem chegar a 40°C ou 42°C. O calor também avança para outras regiões, com máximas próximas de 39°C em:
- oeste da Bahia
- sul do Maranhão
- sul do Piauí
- sul do Pará
- Rondônia
- Triângulo Mineiro
No norte e oeste de São Paulo, o calor também será intenso. Já no oeste e norte do Paraná, as máximas podem variar entre 35°C e 37°C. Santa Catarina e Rio Grande do Sul terão temperaturas mais amenas, entre 32°C e 34°C.
Diferença entre calor intenso e onda de calor
O episódio desta semana é tratado como um período de calor intenso ou veranico, e não necessariamente como uma onda de calor. Para caracterizar uma onda de calor, o INMET considera temperaturas pelo menos 5°C acima da média climatológica durante cinco dias consecutivos.
O cenário também ocorre em meio ao fortalecimento do El Niño. A NOAA elevou para mais de 90% a probabilidade de ocorrência do fenômeno entre setembro e novembro, embora seus efeitos sobre temperatura e chuva variem conforme a região.













