União das Mulheres do Agro terá lançamento virtual

União das Mulheres do Agro terá lançamento virtual

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Foto: Divulgação

A iniciativa da criação da entidade partiu de um trio de mulheres que há muito tempo já trabalhavam na administração de uma fazenda

Partiu de Goiás a iniciativa de congregar mulheres atuantes no agronegócio brasileiro. Mesmo em época de quarentena forçada pela pandemia do coronavírus (Covid-19), elas não mediram esforços e botaram o pé na estrada. E o rebento vem à luz no próximo dia 9, uma quinta-feira decisiva para as integrantes da União das Mulheres do Agro (UMA). A entidade nasce com o firme propósito de se tornar uma grande rede de fortalecimento e capacitação de mulheres de todo o País.

A UMA vai integrar mulheres de diversas funções ligadas ao agronegócio, antes e depois da porteira. Por meio do site www.umaportodas.com.br, que entrará no ar nesta data, elas terão acesso a palestras, cursos, conteúdos de capacitação, notícias e interação, proporcionando um espaço amplo para networking e desenvolvimento pessoal e profissional. O cadastro é gratuito e as mulheres já podem se inscrever, mesmo antes do lançamento, para receber as próximas novidades. O Instagram também já está ativo: @rede_umaportodas

A iniciativa de criação da UMA brotou em Mineiros, cidade do interior goiano com população de 52.964 (os dados do censo são de 2010), pelas irmãs Cristiane e Adriane Steinmetz, com a mãe, Clélia (foto). Juntas, elas se completam na administração da Fazenda Boa Vista, que produz soja e milho no município. Elas também mantêm o grupo virtual “Mulheres do Agro de Mineiros”, com a participação de mais de 200 mulheres que compartilham conhecimentos, troca da experiências e realizam eventos presenciais periodicamente.

Jornalista por formação, Adriane é coach especializada em agro e espera compartilhar seus conhecimentos por meio da UMA. “É um projeto pessoal nosso, que queremos estender para mulheres de todo o Brasil. Uma proposta que, com certeza, vai possibilitar a inserção das mulheres nessa rede de prosperidade, empreendedorismo e muita união”, explica Adriane.

Já Cristiane é formada em Direito e, desde cedo, precisou lidar com funções importantes dentro da Fazenda, incluindo negociação com fornecedores, gestão e outras atividades administrativas e burocráticas. “Nós, mulheres do agro, queremos aprender, ensinar, agregar, atualizar e tornar o nosso agronegócio mais forte”, afirma.

Para fazer parte da UMA, não haverá custo de inscrição nem mensalidade. O próprio site irá gerar os recursos financeiros para bancar custos operacionais e de manutenção. Um primeiro lançamento presencial aconteceu no 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA), em outubro de 2019, em São Paulo, com a participação de mulheres e de empresas parceiras. Para 2020, Cristiane e Adriane planejavam fazer um novo lançamento presencial, mas precisaram rever os planos recentemente quando teve início o isolamento social para conter o avanço do Covid-19 no Brasil.

O símbolo escolhido para a UMA é um girassol. “Escolhemos o girassol no sentido de sermos luz e energia umas para as outras”, explica Cristiane. Queremos fortalecer cada vez mais o setor agropecuário feminino para que ele seja reconhecido e respeitado com o devido merecimento”, completa Adriane.

Pesquisa

O terreno onde a UMA vai atuar é muito fértil. Cada vez mais, mulheres que atuam no setor se unem em busca de capacitação e melhoria das condições de trabalho. Uma pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) consultou 301 mulheres que se dedicam à atividade agropecuária. De acordo com o estudo, 60% das entrevistadas têm curso superior e 88% são independentes financeiramente. As informações fazem parte de uma pesquisa apresentada durante o 1º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), também em São Paulo.

Embora estejam satisfeitas com a atuação nesse setor, 71% das mulheres consultadas consideram que já enfrentaram problemas motivados por questões de gênero. Enquanto os homens são mais aceitos no ambiente de trabalho, elas relataram que sentem dificuldades para serem ouvidas ou ascender profissionalmente, mesmo que sejam capacitadas para isso.

Edição de conteúdo: Portal Revista Safra, com informações de Agência e Abag

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