Uruguai está em alerta diante de casos de língua azul no Brasil

Uruguai está em alerta diante de casos de língua azul no Brasil

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Crédito foto: PIADC

“Língua azul”/RS – O surgimento de casos de “língua azul” em bovinos e ovinos no município brasileiro de Santa Maria preocupa o Uruguai que está livre da enfermidade.

O Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca pediu aos produtores para ficarem em alerta e denunciarem qualquer suspeita da enfermidade, além observarem qualquer sintoma clínico.

A denominada “língua azul” é uma enfermidade viral que afeta os ruminantes domésticos e selvagens, principalmente ovinos, mas também ataca caprinos e bovinos. É transmitida pelo mosquito do grupo Culicoides. Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a gravidade da enfermidade varia segundo a espécie, com sintomas mais graves que podem causar a morte em ovinos. Entre os sinais figuram perda de peso, interrupção do crescimento da lã, salivação excessiva e corrimento nasal; diarreia; vômitos e pneumonia, entre outros.

Em bovinos a taxa de infecção é com frequência mais alta que nos ovinos e a presença e gravidade dos sinais clínicos varia segundo a cepa viral. O Brasil já tinha presença desta enfermidade há alguns anos. Mas, além dos controles oficiais, o assessor e delegado do Uruguai na OIE, Jorge Bonino Morlán, disse a El País que a medida mais efetiva é evitar a entrada de animais infestados e lembrou que todos os ovinos e bovinos que entram no país têm a sorologia negativa da enfermidade. A outra medida recomendada por técnicos, privados ou oficiais é evitar por todos os meios a propagação de mosquitos, inclusive do Culicoide que causa a “língua azul”. Este tipo de mosquito foi encontrado em Rocha, o que é comum nesse departamento, mas, nunca foi encontrado um infestado.

No município brasileiro de Santa Maria teve casos da enfermidade em ovinos e bovinos, inclusive o problema resultou no fechamento da compra de gado em pé, pela Turquia. Mas, além dos controles oficiais, o êxito de manter o status sanitário passa pela prevenção e educação de toda a cadeia pecuária, mas, principalmente dos produtores.

Quer saber mais sobre a doença? O Mário Balaro e Felipe Zandonadi Brandão escreveram um artigo sobre a enfermidade, para saber mais clique aqui.

Fonte: Terra Viva via Assessoria Agropecuária

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