Com uma mudança de metodologia, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, apontou uma redução de 70,4 milhões bovinos do rebanho brasileiro, totalizando 193,8 milhões.
Nesta semana, durante a comemoração do Dia Nacional da Pecuária (14 de outubro), a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), trouxe um grande baque para o setor no Brasil. Após a mudança na metodologia, a nova estimativa trouxe uma redução de 70,4 mil bovinos do rebanho brasileiro. Mas afinal, o que dizem os dados do IBGE?
A USDA divulgou durante o relatório ao final de 2021, que o rebanho bovino brasileiro projetado era estimado em 275 milhões de cabeças para o ano de 2022. Entretanto, após a mudança de metodologia, revisou os números para baixo drasticamente.
De certa forma, ao cortar quase 70,5 milhões de animais, o tamanho estimado se alinha muito próximo ao que a Athenagro enxerga no Brasil – em 2021 o rebanho brasileiro ficou estimado em 196,47 milhões de cabeças. Os números do USDA ficaram agora em 193,8 milhões.
Segundo a Athenagro, o comportamento do mercado entre 2019 e 2021 comprovou a inviabilidade da presença de um rebanho acima de 215 milhões de cabeças em território brasileiro, situação que já era frequentemente discutida entre os técnicos especializados em pecuária.
A partir dos dados oficiais do Brasil e de diversos outros estudos conduzidos pela iniciativa privada, cada vez mais se aceita que o rebanho brasileiro esteja mais próximo dos 175 a 180 milhões de cabeças, oscilando até 190 milhões em alguns meses do ano.
Dados do IBGE: Rebanho bovino bate recorde em 2021 e chega a 224,6 milhões de cabeças
O rebanho bovino cresceu pelo terceiro ano consecutivo em 2021 e alcançou o número recorde da série histórica, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada hoje (22) pelo IBGE. O crescimento de 3,1% na comparação com 2020 fez o número de cabeças chegar a 224,6 milhões, ultrapassando o recorde anterior, de 2016 (218,2 milhões).

De acordo com Mariana Oliveira, analista da pesquisa, o ano de 2021 foi marcado pela retenção de fêmeas para produção de bezerros, assim como já havia sido em 2020, em contraponto à queda no abate de bovinos, devido à falta de animais prontos para o abate.
Preços não refletem a realidade do tamanho do rebanho
E não dá respaldo ao entendimento quase consensual de que haveria mais oferta disponível este ano. A estatística mais enxuta, porém, não encontra correspondência nos preços do boi. Não andaram como poderia, com menor oferta, porque o consumo está longe de sair do fundo do poço e as exportações, sozinhas, não puxam todo o mercado.
Brasil deve abater 32,127 milhões de bovinos em 2022, segundo Safras
Os abates de bovinos no Brasil em 2022 devem atingir 32,127 milhões de cabeças, segundo projeções de SAFRAS & Mercado, com um incremento de 9,1% frente ao volume registrado no ano passado, de 29,449 milhões de animais.

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Para agosto, os abates estão sendo previstos em 2,775 milhões de cabeças, crescendo 1% frente aos 2,747 milhões de bovinos registrados no mesmo mês do ano passado.
SAFRAS estima que o maior volume de bovinos no ano será registrado em setembro, com 2,940 milhões de cabeças. O incremento frente às 1,940 milhão de cabeças registradas no nono mês de 2021 deverá chegar a 49,2%.
No primeiro semestre deste ano, dados preliminares indicam que foram abatidos 15,364 milhões de cabeças, contra os 14,608 milhões de bovinos registrados nos seis primeiros meses de 2021.