Vermifugação de equinos e seu impacto

Vermifugação de equinos e seu impacto

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Foto Divulgação.

Ao abordarmos o tema da vermifugação de equinos, devemos ter a percepção de que, em termos de danos causados aos animais e prejuízos aos proprietários, todos os parasitas apresentam sua importância.

Além dos parasitas já conhecidos e combatidos, outros antes considerados insignificantes, como por exemplo os Anoplocefalóides, têm função dos crescentes conhecimentos adquiridos nesta área de estudo, despertando para uma maneira diferente de pensar.

Segundo uma distribuição mundial dos parasitas de equinos, guardadas as variações sazonais nos países de clima temperado, as infestações por todo e qualquer parasita são constantes. E, raramente, encontram-se aquelas causadas por um parasita isoladamente, mas sim por uma associação deles.

A estratégia mais eficaz é a associação de drogas, de maneira a obtermos um espectro de ação mais amplo. A ideia é que possa ser utilizado com eficácia nos habituais e reconhecidos programas estratégicos de controle de parasitas, tanto em potros, quanto em éguas ou garanhões.

Existem vários fabricantes de vermífugos bastante conhecidos. Quase todos eles se apresentam em bisnagas com conteúdo pastoso ou em forma de gel. Estas bisnagas possuem graduação indicando a dosagem de acordo com o peso do animal.

Existem vermífugos com cinco tipos básicos de drogas anti-helmínticas: benzoimidazóis (mebendazol, thiabendazol, canbendazol, fenbendazol, oxfendazol e oxibendazol); organofosforados (dichlorvos e trichlorfon); piperazinas (associadas ou não ao dissulfeto de carbono e a fenotiazínicos); carbamatos (pamoato de pirantel e tartarato de pirantel) e ivermectina.

A aplicação varia de acordo com o peso, idade e período gestacional no caso das éguas. A vermifugação de potros deve-se iniciar aos 60 dias e doses consecutivas a cada dois ou três meses. Recomenda-se a mudança de base a cada três ou quatro aplicações, consistindo em uma rotação média.

Para animais adultos recomenda-se a repetição das doses com três ou quatro meses. A mudança de base deve ser feita a cada três ou quatro aplicações para evitar o surgimento de resistência dos parasitas. A realização de um exame parasitológico de fezes (O.P.G) indicará se a base utilizada está sendo eficiente e se há um nível alto de infestação que indicará a necessidade de alterar esse calendário profilático.

Em animais que não são vermifugados a muito tempo deve-se utilizar primeiramente uma dose menor e o restante da dose a 20 dias, para evitar que os parasitos obstruam a luz intestinal, principalmente em animais jovens. Lembrando que somente o Médico Veterinário poderá escolher a base adequada do vermífugo e ministrá-lo de forma segura, prática e eficiente!

Fonte: Cavalus


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