Vídeo: Boi ataca e mata ‘peão’ dentro do curral

Vídeo: Boi ataca e mata ‘peão’ dentro do curral

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Foto Divulgação.

Trabalhador morre ao ser chifrado por boi enquanto cuidava de animais em uma propriedade rural; Segundo informações, o trabalhador chegou a ser socorrido; Veja!

Um trabalhador morreu ao ser atingido por um boi enquanto cuidava de animais uma fazenda em Ipiranga do Norte, município no norte de Mato Grosso. Segundo o boletim de ocorrência, o trabalhador se chamava Antônio Pereira da Silva Neto e tinha 48 anos.

O manejo com o gado de corte, conhecido pelo temperamento mais arisco, requer conhecimento e treinamento, além de cuidados básicos para poder evitar ou tentar mitigar esses acidentes. Infelizmente, a fatalidade serve como um aviso para aqueles que estão na lida do gado. Entenda!

O acidente aconteceu em uma fazenda no município de Ipiranga do Norte (465 km de Cuiabá) na terça-feira (1º), por volta das 14 horas. Antônio havia sido contratado para trabalhar no cercamento da propriedade rural, mas acabou sendo colocado para trabalhar com o gado da fazenda.

Na lida com os animais, porém, um acabou o atingindo pelas costas. Segundo pessoas que estavam presentes no momento, o “peão” acabou levando uma chifrada do animal e se ferindo gravemente.

Antônio foi contratado para construir uma cerca na fazenda, porém, o colocaram para trabalhar com gado.

O trabalhador foi socorrido e levado para o Hospital Regional de Sorriso (400 km de Cuiabá), mas não resistiu aos ferimentos e morreu às 13 horas da quarta-feira (2).

O caso foi registrado como morte acidental. Ele serve de alerta para aqueles que não tem conhecimento e decidem embrenhar no curral no fim de semana, ou que, por um desvio de função acaba se deparando com tal situação. Os animais, principalmente os de corte, possuem um temperamento mais arisco e, quando presos, podem acabar causando acidentes.

Veja o perigo da lida do gado e a importância de se ter conhecimento e treinamento:

5 dicas para melhorar o manejo de gado de corte

Dito isso, compilamos a seguir alguns princípios básicos para que os esforços de manejo surtam os efeitos esperados:

1. Implemente ações de bem-estar animal

Nos últimos anos o mercado, tanto nacional quanto internacional, tem priorizado sistemas de produção que contemplem a questão do bem-estar animal. E, os produtores já perceberam que isso tem uma relação íntima com a saúde e o desempenho produtivo dos animais.

Basicamente, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) recomenda cinco princípios que devem ser atendidos para que um produtor possa afirmar que faz um bom trabalho em relação ao bem-estar animal:

  1. Evitar fome, sede e desnutrição;
  2. Evitar medo e angústia;
  3. Evitar desconforto físico e térmico;
  4. Evitar dor, injúrias e doenças;
  5. Criar condições que permitam as expressões normais de comportamento.

2. Adeque fisicamente a fazenda

Garantir boas condições de estábulos, currais e demais dependências da fazenda é fundamental para que o manejo seja realizado da melhor forma possível.

Os animais precisam, por exemplo, de áreas de sombra para determinadas horas do dia. Já os profissionais devem ter ao seu alcance os insumos e as ferramentas necessárias para realizar o manejo.

3. Instrua e treine sua equipe

Seja qual for a etapa do manejo (engorda, condução entre pastagens, cuidados veterinários, transporte etc.), é fundamental que os profissionais sejam treinados.

Além de elevar a produtividade das pessoas, o treinamento em boas práticas de manejo pode ajudar a reduzir acidentes de trabalho, processos trabalhistas, multas e danos à reputação da fazenda, por exemplo.

4. Utilize insumos alimentares com garantia máxima de qualidade

Ao trabalhar com rações e suplementos da mais alta qualidade, é possível, por exemplo, resumir diversos nutrientes em um único produto. Isso facilita para que os profissionais não tenham que ministrar diferentes dietas ao longo do dia, reduz os custos e facilita na hora de analisar se os resultados esperados estão sendo obtidos.

Dê preferência para produtos que sejam livres de resíduos químicos (agroquímicos e produtos veterinários), biológicos (organismos patogênicos) e qualquer outra substância que comprometa a saúde dos animais e os resultados.

5. Organize a logística para transporte dos animais

Depois de todo o esforço para engorda do gado, é importante fazer com que o transporte de uma localidade para a outra seja bem realizado.

Ao transportar para os matadouros, por exemplo, é importante se certificar de que o horário seja o mais fresco do dia, respeitando a lotação máxima recomendada de acordo com a categoria animal.

Contratar uma transportadora especializada e com boa reputação no mercado é uma das maneiras de garantir que o trajeto será realizado com máximo cuidado, com as paradas regulares recomendadas, entre outros aspectos.

Isso tudo evita o estresse do animal que, como sabemos, pode influenciar até no sabor da carne, além de dificultar o abate.

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