Um vídeo que circulou pelas redes sociais acabou chocando os internautas que, ao verem o nascimento de “potro mutante” questionaram o que seria isso; Confira abaixo a explicação técnica e veja o vídeo
O nascimento de um animal é sempre o sopro da vida surgindo em nossa frente. Entretanto, quando este nasce com alguma má formação, que pode ocorrer por vários fatores, acaba trazendo espanto para alguns e, também, a tristeza por não querermos ver um ser vivo sofrer. Neste caso de hoje, um vídeo com nascimento de “potro mutante” chocou a internet. Confira o vídeo abaixo e veja a explicação sobre o assunto.
Neste caso, o animal em questão é um potro e o vídeo, que não possui autor definido, circulou com milhões de compartilhamentos e inúmeros comentários sobre o tema pelas redes sociais. Em um dos perfis que compartilhou o vídeo, chegou a trazer na legenda “Vocês sabem o que pode ter sido isso?
A todos os veterinários se souberem de algo mais concreto sobre o que pode ser deixem nos comentários”.
Diante do fato, buscamos entender melhor a situação e, claro, trazer uma explicação técnica sobre o tema para que não haja dúvidas sobre o que aconteceu com o que foi chamado de nascimento de “potro mutante” pelos internautas que não entendem do assunto.
O potro do vídeo, sofreu uma mutação genética ou uma anomalia genética. Essa anormalidade no desenvolvimento embrionário pode causar várias características não esperadas para a espécie. O “potro mutante” na verdade sofre do que é denominado na literatura por Ciclopia.
A Ciclopia em equinos é um defeito congênito raro e severo, caracterizado pela fusão das duas órbitas oculares em uma única cavidade central. Este aspecto é decorrente de uma anormalidade no desenvolvimento embrionário do feto. Na ciclopia, geralmente, observa-se a presença de um único olho central ou, em alguns casos, uma formação anormal de tecido onde os olhos deveriam estar.
Outro aspecto que chama atenção no animal do vídeo é que sua anomalia no desenvolvimento embrionário causou a má formação da boca e, possivelmente do trato digestório. Em casos onde ocorre apenas a ciclopia, o animal pode chegar a sobreviver por muito tempo, mas infelizmente esse não foi o caso do animal do vídeo.
Outro ponto importante, citado pelos veterinários, é que esta condição pode ser acompanhada de outras anomalias como hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido no cérebro. A hidrocefalia em equinos, assim como a ciclopia, pode resultar em excessos excessivos de líquido cefalorraquidiano, impactando o desenvolvimento normal do cérebro e da cabeça do animal.
Veja o vídeo com o “potro mutante”
E você, já viu algum animal assim? Conte pra gente nos comentários ou nos envie o vídeo!
Potros recém-nascidos: o que fazer e cuidados iniciais
Salvar a vida de um potro, na maioria das vezes, pode ser uma questão de horas, ou seja, se não houver interferência logo após a constatação de sintomas indicativos de que algo não vai bem, o risco de morte será alto.
O que observar nos potros e potras recém-nascidos
I- Mamadas: Ao avaliar um potro recém-nascido, deve-se primeiramente saber que até três dias de idade ele apenas visualiza vultos, ou seja, acompanha sua mãe pelo olfato e por seus movimentos. Logo após o nascimento, é necessário observar se as tetas do úbere da mãe estão brilhantes. Isto é um indicativo de que o potro mamou, pois retirou uma pequena camada de crostas que protegem os tetos. Observar, também, os intervalos de mamadas e, olhando para a borda inferior do pescoço, verificar se está havendo deglutição.
A ingestão do colostro deve ocorrer até seis horas depois de nascido. Caso seja constatado que o potro não mamou o colostro, deve-se ajudá-lo, posicionando-o próximo à mãe e, se preciso, ajudá-lo a pegar o peito. Se ainda assim ele não mamar, ordenhar a égua, oferecer o colostro na mamadeira e chamar o Veterinário.
Potros saudáveis mamam pelo menos uma vez a cada 30 min. O colostro transmitirá imunidade ao potro e a maior taxa de absorção das imunoglobulinas, responsáveis pela defesa do organismo, ocorre até 6 h de nascido. Este colostro tem efeito laxativo.
II- Defecação: Poucas horas após o nascimento, ele deverá defecar uma massa escura e pegajosa, diferente das fezes, chamada mecônio. Raramente, poderá ocorrer a retenção do mecônio, ou seja, ele não defecá-lo.
Os sintomas característicos são inquietação, olhar para o flanco, movimentos constantes com a cauda e tentativas de defecar sem sucesso. Nesse caso, é recomendável aplicar Fleet Enema ou Glicerina, usando uma pequena sonda no reto do animal. Em poucos minutos ele defecará.
III- Comportamento: É também fundamental observar o comportamento do potrinho em todas as suas fases. Potros são espertos, alegres, ativos e brincalhões. Caso observe apatia, preste atenção redobrada e observe seu estado geral. Verifique a temperatura retal usando um termômetro.
IV- Mucosas: Observe se as mucosas estão muito avermelhadas, pálidas, amareladas, arroxeadas ou normais. Em caso de dúvida, compare com a de outros potros. No caso de fêmeas, observe também a mucosa vaginal.
V- Temperatura: Caso observe temperaturas baixas aqueça o potrinho imediatamente e chame o Médico Veterinário, com caráter de absoluta urgência. Em caso de febre, aplique um supositório de Novalgina e avise ao Veterinário.
Outros sinais importantes a serem observados em potros:
♦ Consistência das fezes.
♦ Grau de hidratação.
♦ Nistagmo = se está rodando o olho.
♦ Se está deglutindo o leite ou se há refluxo.
♦ Se urina normalmente.
♦ Se os cascos estão bem formados.
♦ Se o parto ocorreu no período previsto.
♦ Se logo após o parto a mãe apresentou os flancos e as cochas sujos ou muito molhados.
♦ Se há sinais de traumatismo na vagina da mãe.
♦ Se o potro recém-nascido era muito grande.
♦ Se a égua era primípara (primeiro parto).
Para potros de uma semana, vale lembrar que a diarreia no cio do potro é normal, desde que esse potro não tenha febre, não esteja apático e se estiver bem hidratado.
A cura do umbigo deve ocorrer logo após o nascimento e continuar sendo feita diariamente por 3 ou 4 dias, usando tintura de iodo de 4 a 5%, molhando-se apenas o cordão umbilical. O uso de “potes de filmes” para colocar o Iodo é uma boa dica.
Potros, a partir da segunda semana, podem ser acometidos principalmente por diarreias, doenças respiratórias e acidentes traumáticos. Por ainda não terem experiência de vida e serem brincalhões, o índice de acidentes com estes animais é alto. Por isto evite ao máximo levá-los ao curral (a região mais contaminada da fazenda) e deixe-os em pastos ou piquetes com cercas seguras.
Não se esqueça de que o comportamento da égua mãe, se possui boa habilidade materna e se é uma boa produtora de leite, é determinante para a saúde de seu filho.
Avalie cuidadosamente o comportamento dos potrinhos com frequência, se têm alterações de volume nas articulações e no umbigo, se possuem membros com angulação normal e não se esqueça: Potros precisam de ação rápida em caso de suspeita de doenças.
Caso contrário, se você “deixar para depois”, poderá ser muito tarde. Evite medicar potros aleatoriamente. Siga as medicações prescritas por um clínico especialista. Erros de medicação em potros podem ser fatais.
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