Você já ouviu falar de quimioterapia em cães e gatos?

Você já ouviu falar de quimioterapia em cães e gatos?

Quimioterapia em cães e gatos
Quimioterapia em cães e gatos

Com os avanços da medicina veterinária, hoje já é possível curar diversos tipos de tumores de cães e gatos

Muitas pessoas não sabem, mas os animaizinhos de companhia, os cães e os gatos também são acometidos pelo câncer. A doença é muito mais comum do que seja imagina, e a medicina avança também para eles.

A quimioterapia em cães e gatos é mais uma ferramenta contra essa doença. Segundo o professor e pesquisador da Unesp de Jabuticabal e também médico veterinário, Andrigo Barbosa de Nardi, o câncer sempre existiu nesses animais, porém com a expectativa de vida maior, observou-se que houve um aumento de câncer de cães e gatos, pois quanto mais tempo vivo, mais ele estará pré-disposto a ter câncer.

Segundo estudos norte-americanos, o câncer é responsável pela morte de um em cada quatro cães dos Estados Unidos. Embora o Brasil não tenha pesquisas semelhantes, especialistas daqui garantem que a realidade não é diferente. Apesar dos dados alarmantes, a doença tem tratamento e cura.

Dentro da Unesp de Jabuticabal, existe um Hospital veterinário. Dentro dele existe o seguimento de quimioterapia no setor oncológico. Segundo a supervisora do Hospital Veterinário, Mirela Tinucci Costa, o serviço é um complemento essencial, para os pacientes um ambulatório especifico de oncologia. “não basta a oncologia apenas o diagnóstico, ela precisa ter a abordagem do paciente, e abordagem passa necessariamente pelo paciente. Na maioria das vezes, o tratamento do paciente oncológico passa pela quimioterapia”, afirmou.

SOBRE O TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO

“O tratamento feito em humanos e em pets são semelhantes, porém é importante frisar que em geral os cães e os gatos toleram muito mais o tratamento que os humanos, isso está relacionado a questão da dose, usada em menor quantidade e por conta disso os efeitos colaterais não são tão pronunciados como nos humanos.”, afirmou Dr. Andrigo.

“Em alguns casos, os cães e os gatos, reagem melhor até de que um ser humano ao tratamento. A quimioterapia é super importante, e ela deve ser feitas em diversas situações. Por exemplo, antes do tratamento cirúrgico, em algumas situação depois da cirurgia e ainda tem situação que só quimioterapia resolve.”, finalizou Andrigo.

Segundo a pesquisadora doutoranda Maria Gabriele Ferreira, “o tempo de tratamento de cada animal, vária de acordo com o tipo de tumor, da espécie e do gênero do animal”, afirmou.

Quimioterapia em cães e gatos
Quimioterapia em cães e gatos




Tipos de câncer

Segundo os médicos veterinários consultados, os tumores de mama, pele e os linfomas são as modalidades mais incidentes no Brasil.

Confira como preveni-las e identificá-las:

Mama

Assim como nos humanos, o câncer de mama é o tipo que mais atinge cães e gatos. De fácil ocorrência, esse tumor também é facilmente identificado. É caracterizado por nódulos (espécie de caroço rígido) nas glândulas mamárias. Após os 6 anos, aumentam as chances de sua ocorrência. A dica é sempre examinar as glândulas mamárias dos pets. Castrar o animal nas primeiras semanas de vida reduz quase totalmente a probabilidade deste câncer.

Pele

Segundo lugar no ranking dos tumores em pets, o câncer de pele é comum em cães com mais de 8 anos e em gatos de pelagem branca. Algumas raças têm predisposição genética a este tipo de tumor, como pitbulls e weimaraners. Também pode ser prevenido. Para evitá-lo, a recomendação é passar filtro solar embaixo do focinho e dos olhos e evitar a exposição excessiva do pet ao sol, principalmente em animais com predisposição genética. Para identificá-lo, o proprietário deve ficar atento a manchas, nódulos e feridas na pele do animal.

Linfoma

É o tumor que se desenvolve nos gânglios (elementos distribuídos ao longo do corpo, parte do sistema linfático) de cães e, principalmente, de gatos. Pesquisas indicam que a sua incidência é maior em animais de áreas urbanas do que em animais de áreas rurais. Sua identificação é feita observando o inchaço na região lateral da garganta dos cães e gatos (assemelha-se à caxumba, doença comum em humanos).

Dados: Ciências sem limites – UNESP | Gazeta do Povo

Dara Freitas – Redação Compre Rural

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21 anos, Jales/SP.
Estudante de Jornalismo, fotógrafa e estagiaria em Assessoria de Imprensa.
Contato: jornalismo@comprerural.com