ABPA: exportação de carne suína em setembro cai 11%, para 135 mil t

A receita alcançou US$ 289,3 milhões, resultado 21,5% inferior aos US$ 368,4 milhões registrados em setembro do ano passado, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

São Paulo, 8 – As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiram 135 mil toneladas em setembro, volume 11% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 151,6 mil toneladas. A receita alcançou US$ 289,3 milhões, resultado 21,5% inferior aos US$ 368,4 milhões registrados em setembro do ano passado, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No acumulado do período de janeiro a setembro de 2026, os embarques alcançara, 1,192 milhão de toneladas, crescimento de 6,2% em relação às 1,122 milhão de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. No mesmo período comparativo, a receita acumulada atingiu US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% sobre os US$ 2,703 bilhões registrados no ano anterior.

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As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em setembro, com 25,691 mil toneladas, volume 47,7% inferior às 49,078 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Japão, com 15,916 mil toneladas (+38,9%, ante 11,458 mil toneladas); Chile, com 14,431 mil toneladas (+72%, ante 8,392 mil toneladas); China, com 11,418 mil toneladas (-16,4%, ante 13,665 mil toneladas); e Vietnã, com 7,392 mil toneladas (-23,2%, ante 9,627 mil toneladas).

Entre os destaques do mês também estão os embarques para a Argentina, que cresceram 73,8%, alcançando 7,312 mil toneladas; República Dominicana, com alta de 53,6%, para 2,129 mil toneladas; Peru, com avanço de 104,6%, para 1,054 mil toneladas; e África do Sul, com crescimento de 99,4%, totalizando 822 toneladas. A Malásia, mercado recentemente aberto para a carne suína brasileira, importou 1,918 mil toneladas em setembro.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, disse na nota que “o resultado mensal ocorre sobre uma base elevada de comparação e em um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais. Ainda assim, o desempenho acumulado permanece positivo com médias mensais acima de 130 mil toneladas e com crescimento superior a 6% em volume. Os avanços registrados em mercados como Japão, Chile e Argentina, além do início dos embarques para a Malásia, demonstram a diversificação e a competitividade da carne suína brasileira”.

No levantamento das exportações por Estado, Santa Catarina manteve a liderança em setembro, com 64,479 mil toneladas, volume 11,4% inferior às 72,784 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 33,779 mil toneladas (-5,5%, ante 35,763 mil toneladas); Paraná, com 22,737 mil toneladas (-10,1%, ante 25,305 mil toneladas); Mato Grosso, com 3,762 mil toneladas (-3,7%, ante 3,906 mil toneladas); e Minas Gerais, com 3,477 mil toneladas (+19,4%, ante 2,912 mil toneladas).

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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