O protesto não afetou os embarques nos portos da região de Rosário, um dos maiores polos agroexportadores do mundo, pois costumam ter reservas de grãos.
As principais associações rurais da Argentina fizeram uma paralisação de 24 horas no comércio de grãos e gado nesta quarta-feira, em protesto contra as políticas econômicas do governo de centro-esquerda, com o qual mantêm uma inimizade de longa data.
O protesto não afetou os embarques nos portos da região de Rosário, um dos maiores polos agroexportadores do mundo, pois costumam ter reservas de grãos suficientes para carregar nos navios e só são afetados quando os protestos duram vários dias seguidos.
Segundo a empresa de logística agrícola Agroentregas, nesta quarta-feira, 4.013 caminhões entraram nos portos de Rosário, ante 4.073 na terça-feira.
Em meio à longa crise financeira que a Argentina atravessa, os agricultores consideram que a pressão tributária que sofrem é muito alta e afirmam que o governo pretende aumentar a alíquota das exportações agrícolas.
As exportações de trigo e milho são tributadas em 12%, enquanto a soja e seus derivados são tributados em 33%. Os exportadores transferem o custo dos impostos para o preço que os agricultores recebem por suas mercadorias.
“Sofremos com a falta de combustível e a impossibilidade de comprar insumos devido às restrições em dólares. Além disso, isso se soma à pressão tributária e à falta de financiamento”, disse Carlos Achetoni, presidente da Federação Agrária Argentina, uma das entidades que convocaram a greve.
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A Argentina registra há semanas protestos dos transportadores por falta de combustível ou aumento de preços, em um momento de tráfego intenso para os portos, já que a safra de milho está avançada e a colheita de soja terminou recentemente.
O país é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja e o segundo maior de milho.