Agronegócio prepara ofensiva para rebater acusações sobre desmatamento

Agronegócio prepara ofensiva para rebater acusações sobre desmatamento

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produtor irá receber por área de preservação
Foto Divulgação.

O agronegócio brasileiro decidiu contra-atacar às críticas de que produz às custas da devastação do meio-ambiente. O setor sofre diversos ataques!

Entidades que representam o setor produtivo estão se mobilizando para responder ao estudo publicado na revista científica Science que sustentou que cerca de 20% da soja e pelo menos 17% da carne produzidas na Amazônia e no Cerrado, e exportadas para a União Europeia, estariam “potencialmente contaminadas” com o desmatamento ilegal.

Associações que representam o setor de soja criticaram o estudo por levar ao que consideraram ser uma “visão distorcida” da produção.

O texto da Science foi produzido por pesquisadores de Brasil, EUA e Alemanha, liderados por Raoni Rojão, da UFMG. Eles cruzaram dados de satélite com informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR). No caso da carne, a base de dados foi restrita aos Estados de Pará e Mato Grosso.

A Confederação da Agricultura de Pecuária do Brasil (CNA) informou que está avaliando a questão para divulgar um possível posicionamento. A Frente Parlamentar da Agropecuária disse que ainda está analisando a metodologia adotada pela revista, principalmente no que diz respeito à confirmação sobre se as áreas destacadas realmente correspondem a desmatamentos e queimadas ilegais.

Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que a agropecuária não pode ser “vilanizada” e que os dados da amostra do estudo indicam que mais de 90% dos produtores rurais não estiveram envolvidos com qualquer tipo de desmatamento ilegal. O ministério afirmou que vai convocar um grupo de cientistas para avaliar detalhadamente cada conclusão do artigo. 

Equívocos no estudo

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) apontou que o estudo da Science cria um valor elevado de soja associado a desmatamento “de forma equivocada”, uma vez que “não indica quanto das áreas identificadas com desmatamento ilegal já está efetivamente embargado pelas autoridades competentes”. Além disso, “não demonstra as áreas de desmatamento legal e ilegal em que há produção de soja, optando por demonstrar o imóvel como um todo”.

Para o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sergio Mendes, não é possível atribuir à soja mais do que 1,5% do desmatamento de área na Amazônia com base em levantamentos por satélite. “Se há algum setor que tem se reunido desde 2006 com as ONGs para resolver esse problema e punir as pessoas que desmatam, é o da soja”, disse Mendes.

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) informou que “não concorda com os dados divulgados pelo estudo, pois ele apresenta inconsistências”. A Embrapa Territorial, que tem análises sobre a ocupação e uso das terras no Brasil, informou que não vai comentar o estudo.

As entidades do setor carnes não se pronunciaram.

Fonte: CNN Brasil

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