Aleluia nas lâmpadas? Pesquisador explica o que fazer

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Foto: Divulgação

Dias quentes, luz acesa, janela aberta… é um prato cheio para os siriris, também conhecidos como aleluias; Pesquisador do Instituto Biológico explica o que fazer

Dias quentes, luz acesa, janela aberta… é um prato cheio para os siriris, também conhecidos como aleluias. Com presença abundante nas cidades, é importante ficar atento, já que esses insetos são na verdade cupins em época de revoada para reprodução, ou seja, melhor fechar a janela para não correr o risco de infestar as madeiras de casa. O Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolve pesquisas com as chamadas pragas urbanas, entre elas os cupins.

De acordo com o pesquisador do IB, Francisco José Zorzenon, os cupins fazem a revoada em épocas quentes, período em que eles começam a sair para procurar seus pares e formar as novas colônias. Esse voo ocorre normalmente no final do dia e início da noite e assim que o encontro acontece, o acasalamento ocorre na chamada câmara nupcial para reprodução.

“É muito comum serem atraídos pelas lâmpadas, porque a luz da lua é usada por eles como referência para os voos. Nas cidades, por ter muitos postes e lâmpadas nos quintais e sacadas, eles acabam se confundindo e se aglomerando”, explica o pesquisador.

A fase alada dos cupins, ou seja, o período de reprodução, dura pouco tempo, mas após perderem as asas, as fêmeas podem viver de 25 a 30 anos, botando milhares de ovos por dia. “Esses insetos não oferecem risco nenhum para a saúde dos humanos e animais. O problema é ter muitos deles dentro de casa, pois quando perdem as asas, começam a formar os casais para iniciar as suas colônias”, afirma.

O pesquisador alerta que nem sempre esses siriris são cupins que causam danos em madeira. Mas é importante estar atento com o surgimento de muitas asas dentro de casa, já que esta é um indicativo que os casais estão se formando em maior escala, o que pode causar algum tipo de dano futuro.

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Foto: Divulgação

O que fazer como os siriris?

Zorzenon dá algumas dicas para evitar que essas pragas entre nas casas:

  • Apague as lâmpadas para eles não buscarem pontos de referência;
  • Feche portas e janelas quando começar a anoitecer;
  • Coloque telas onde esses insetos podem entrar nas casas;
  • Se observar a formação de colônias desses insetos dentro de casa, busque por um serviço de controle de pragas urbanas, para evitar futuros problemas.

Saiba mais sobre os cupins

“Apesar de serem destrutivos em alguns casos, os cupins são criaturas incríveis”, afirma. De acordo com Zorzenon, os cupins são insetos sociais, ou seja, possuem indivíduos que realizam diferentes tarefas em seu ninho, também chamado de colônia. Existem os cupins operários, que praticamente cuidam de tudo, desde a procura por alimento até a construção dos ninhos. Há os soldados, com a função de proteger a colônia de inimigos, como as formigas; e os reprodutores, chamados reis e rainhas, pais de todos os cupins da colônia.

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Foto: Divulgação

“Em algumas espécies de cupins, os reis e rainhas podem viver por 20 a 30 anos ou mais. Uma rainha, dependendo da espécie, pode colocar mais de 30 mil ovos por dia. Por isso, algumas vezes, as colônias de cupins são enormes, semelhantes às cidades em sua devida proporção”, explica o pesquisador do IB.

Todos os cupins são agentes ecológicos importantes, pois possuem a função de decompor os vegetais, principalmente a madeira, estando ela na natureza ou mesmo nas cidades. Eles também servem de alimento para aves, sapos e peixes, por exemplo. “Mas da mesma forma em que são muito importantes para o meio ambiente, podem também ser considerados pragas levando à grandes prejuízos econômicos”, diz.

Cerca de três mil espécies de cupins são conhecidas no mundo e 300 delas, aproximadamente, são encontradas no Brasil. Entre as espécies, os cupins subterrâneos são os mais prejudiciais para as árvores e edificações. Chamados de cupins de solo ou de hábito subterrâneo, eles constroem suas colônias nas raízes de árvores, em estruturas de casas e prédios, sendo praticamente impossível de serem encontradas, explica o pesquisador.

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