Ator mantém o Haras Kirk, onde cria cavalos, seleciona bovinos e aprofunda conhecimentos em genética animal enquanto concilia a atividade rural com a carreira artística.
Durante décadas, o nome de Maurício Mattar esteve associado às novelas, à música e aos palcos. Fora das câmeras, porém, outra atividade passou a ocupar espaço importante em sua trajetória. Aos 62 anos, o ator mantém o Haras Kirk, em Minas Gerais, onde desenvolve a criação de cavalos Mangalarga Marchador e gado Nelore.
O envolvimento com o campo vai além da presença dos animais na propriedade. Nos últimos anos, Mattar passou a estudar mais profundamente a criação, buscando conhecimento sobre seleção, genética e formação de plantel, tanto na equinocultura quanto na pecuária.
A atividade foi sendo construída gradualmente e ganhou espaço à medida que sua rotina profissional permitiu maior dedicação ao projeto rural. Em entrevistas concedidas ao longo dos últimos anos, o ator relatou que o interesse pelos cavalos antecedeu a entrada na criação de bovinos.
Da criação de cavalos ao Nelore
A ligação com os cavalos foi uma das portas de entrada de Maurício Mattar para uma participação mais ativa no setor.
No Haras Kirk, o ator trabalha com exemplares da raça Mangalarga Marchador, uma das mais tradicionais da equinocultura brasileira e com forte ligação histórica com Minas Gerais.
A criação de animais selecionados exige muito mais do que simplesmente manter cavalos na propriedade. Genealogia, características morfológicas, funcionalidade, qualidade dos movimentos, temperamento e desempenho reprodutivo são alguns dos fatores considerados dentro de programas de seleção.
Foi nesse processo de aprofundamento que a genética passou a ocupar posição de destaque no projeto desenvolvido por Mattar.
O ator também relatou publicamente que buscou conhecimento e contato com pessoas mais experientes na atividade, algo especialmente relevante para quem ingressa na criação com o objetivo de formar um plantel consistente ao longo dos anos.

Nelore ampliou o projeto pecuário
Depois dos cavalos, o gado Nelore também passou a integrar o projeto.
A entrada na pecuária bovina ampliou o interesse de Mattar por genética e seleção animal. A proposta, segundo informações apresentadas pelo próprio ator em entrevistas sobre sua atividade rural, envolve a construção de um plantel com características compatíveis com os objetivos estabelecidos para a criação.
Na pecuária, essa decisão tem implicações de longo prazo.
A escolha de reprodutores e matrizes influencia diretamente as próximas gerações do rebanho. Características produtivas, reprodutivas, morfológicas e genéticas podem determinar tanto a evolução zootécnica quanto o valor comercial dos animais produzidos.
Por isso, formar um plantel geneticamente consistente exige planejamento, acompanhamento e critérios claros de seleção.
É justamente essa dimensão técnica que diferencia o projeto de simplesmente possuir animais em uma fazenda.
Haras Kirk fica em Minas Gerais
O empreendimento rural de Maurício Mattar leva o nome de Haras Kirk e está localizado em Minas Gerais.
O nome Kirk tem origem familiar e está relacionado ao sobrenome herdado pelo ator de seu pai.
É na propriedade mineira que Mattar concentra sua atividade ligada aos cavalos Mangalarga Marchador e ao gado Nelore.
Ao longo dos últimos anos, o haras passou a aparecer com frequência nas referências públicas do ator à sua vida fora dos estúdios, consolidando-se como uma segunda frente de atuação paralela à carreira artística.

Minas Gerais está no coração do Mangalarga Marchador
A escolha pelo Mangalarga Marchador também coloca o projeto de Maurício Mattar dentro de uma das cadeias mais tradicionais da criação de cavalos no Brasil.
Minas Gerais ocupa posição central na história da raça, que teve seu desenvolvimento fortemente ligado ao estado e posteriormente se espalhou por praticamente todo o território nacional.
O Marchador reúne uma cadeia econômica que envolve criatórios, reprodução, competições, exposições, leilões, treinamento, serviços veterinários e comercialização de material genético.
Dentro desse mercado, a genética ganhou importância crescente.
Animais com genealogia consolidada, desempenho reconhecido e características valorizadas pela raça podem gerar descendentes, embriões e coberturas com elevado interesse comercial.
Para novos criadores, entretanto, a construção de um plantel competitivo normalmente exige anos de seleção e acompanhamento dos resultados obtidos a cada geração.
O Nelore também exige planejamento de longo prazo
Na criação bovina, a lógica é semelhante.
O Nelore domina amplamente a pecuária de corte brasileira e está presente na base genética de grande parte do rebanho comercial do país.
A raça também possui uma cadeia estruturada de seleção, centrais de genética, programas de melhoramento, avaliações de desempenho e comercialização de reprodutores e matrizes.
Entrar nesse segmento exige definição clara do objetivo do criatório.
Não basta adquirir animais de alto valor individual. É necessário construir uma estratégia para identificar quais características deverão ser mantidas ou melhoradas nas próximas gerações.
É justamente nesse ponto que genética e planejamento passam a caminhar juntos.
No caso de Maurício Mattar, o interesse declarado pela genética mostra uma busca por aprofundamento técnico dentro de uma atividade que começou pelos cavalos e posteriormente chegou aos bovinos.

Retorno à televisão não encerrou o projeto rural
Há também uma atualização importante na trajetória profissional do ator.
Depois de um longo período distante das novelas, Maurício Mattar voltou à dramaturgia em 2026, participando novamente de uma produção televisiva. Ele também integrou projeto destinado ao streaming.
O retorno muda uma interpretação que vinha sendo repetida em algumas publicações: a de que Mattar teria abandonado definitivamente a televisão para se dedicar exclusivamente à vida rural.
Essa afirmação não corresponde ao momento atual.
O cenário mais preciso é o de um profissional que desenvolveu uma nova atividade no campo sem necessariamente encerrar sua trajetória artística.
A pecuária e a criação de cavalos passaram, portanto, a coexistir com novos projetos na televisão.
Campo se consolidou como uma segunda atividade
A experiência de Maurício Mattar mostra uma transição que ocorreu ao longo de vários anos.
Primeiro veio o interesse mais intenso pelos cavalos. Depois, a entrada do Nelore. Paralelamente, surgiram os estudos sobre genética, seleção e construção de um plantel.
Esse processo aproxima sua trajetória da realidade de muitos novos criadores que chegam à pecuária e percebem rapidamente que resultados consistentes dependem de conhecimento, planejamento e tempo.
Na criação animal, decisões tomadas hoje podem mostrar seus efeitos apenas anos depois.
Um acasalamento precisa produzir a geração seguinte, os animais precisam crescer e suas características precisam ser avaliadas antes que o criador consiga medir com precisão o resultado de determinada escolha genética.
É justamente essa característica que transforma a seleção em um projeto de longo prazo.
Para Maurício Mattar, o Haras Kirk representa hoje uma atividade concreta fora dos estúdios, reunindo duas raças de grande importância para o campo brasileiro: o Mangalarga Marchador e o Nelore.
Depois de décadas construindo uma carreira diante das câmeras, o ator passou também a desenvolver uma história ligada à criação animal, à genética e à pecuária em Minas Gerais.
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