Arroba a R$ 200: o que esperar desta semana?

Preço do boi gordo segue firme no estradão; Arroba encerrou a primeira quinzena do mês com elevação de R$ 10,50, considerando o preço à vista.

Os preços da arroba do boi gordo dispararam no mercado físico durante a segunda semana de fevereiro, dando continuidade ao movimento de alta registrado na primeira semana. A cotação subiu mais de R$ 10 em uma semana, e a segunda-feira foi marcada por preços firmes nas principais praças do Brasil. A demanda externa está se intensificando e o mercado interno começa a aumentar o consumo com o chegada do carnaval. O cenário é de positividade para os preços da arroba.

Segundo o Agrobrazil, parceiro do Compre Rural, as cotações do boi gordo estão em alta. Pecuarista de Riversul/SP, teve sua arroba negociada a R$ 200/@ com prazo de 30 dias para pagamento e data de abate para 24 de fevereiro. Já em Jataí/GO, o boi gordo saiu por R$ 190,00/@ com 30 dias para pagamento e data do abate para o dia 27 de fevereiro. Ainda em São Paulo, valor encontrado em Araçatuba, para o boi padrão exportação foi de R$ 204/@ com 3 dias para pagamento e abate no dia 26 de fevereiro.

Cotação estável e oferta comedida de boiadas, por Scot consultoira

Após a valorização na última semana, o mercado iniciou calmo esta semana. Apesar disso, a oferta de boiadas continua limitada.

Não foi o que aconteceu na praça de Belo Horizonte-MG, onde o boi gordo está cotado em R$196,00/@, à vista, bruto, R$195,50/@ com o desconto do Senar e em R$193,00/@, livre de impostos (Senar + Funrural). Alta de 3,2% na comparação feita dia a dia, o que equivale a um aumento de R$6,00 por arroba.

Boi casado

No mercado atacadista de carne bovina com osso, a cotação do boi casado de animais castrados caiu 1,3% na comparação com a última semana e está cotado em R$13,24/kg. Entretanto, em relação ao início do mês a cotação do produto subiu 8,3%.

Para o curto prazo, a oferta de boiadas restrita e a expectativa de melhora do consumo devido ao Carnaval podem fazer com que o volume de negócios melhore.

Boas condições das pastagens favorecem preços do boi gordo, diz Safras&Mercado

O mercado físico do boi gordo segue com preços firmes. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, avalia que a pressão de alta tende a arrefecer agora na segunda quinzena do mês diante da natural queda no consumo de carne bovina. “Ao mesmo tempo, a oferta de animais permanece restrita, com as pastagens em boas condições permitindo ao pecuarista manter o gado por mais tempo no processo de engorda”, assinalou Iglesias. 

  • Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista permanecem em R$ 204 a arroba.
  • Em Minas Gerais, preços em R$ 196 a arroba, em Uberaba, com alta diária de um real.
  • No Mato Grosso do Sul, os preços subiram para de R$ 194 a arroba para R$ 195, em Dourados.
  • Em Goiás, o preço indicado ficou em R$ 195 a arroba, em Goiânia, estável.
  • Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço passou de R$ 179 a arroba para R$ 183 a arroba.

Atacado 

No atacado, os preços da carne bovina ficaram estáveis. “Há pouco espaço para os preços continuarem subindo na segunda metade do mês com a reposição entre atacado e varejo ficando mais lenta. O consumidor final não tem como absorver novos aumentos nos preços da carne bovina”, analisou Iglesias. 

O corte traseiro seguiu em R$ 14,65 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,95 por quilo. Já o corte dianteiro R$ 12,70 por quilo. 

Perspectivas

Para os próximos dias, o mercado deve trabalhar mais cauteloso, aguardando a reação do consumo de carne no mercado interno para definir os próximos passos que serão dados pela indústria.

Na média de todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria, o preço do boi gordo subiu 4,9% nessa primeira quinzena, o que significa R$8,35 a mais por arroba.  

Segundo a Radar Investimentos, “a semana anterior foi de valorização dos preços de balcão no mercado físico paulista. As tentativas de compra ficaram mais alinhadas ao redor de R$200,00/@, à vista, no estado. Por outro lado, houve ligeira queda das cotações no mercado atacadista nos últimos dias, o que é comum para o período sazonal do mês.” 

Compre Rural com informações do Agrobrazil, Scot Consultoria e Safras&Mercado

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