Com investidores migrando de contratos, preços futuros para o boi gordo finalizam a sessão desta 2ª feira com ganhos; Mercado físico contínua pressionando movimento de alta!
Os contratos futuros para o boi gordo finalizaram a sessão desta segunda-feira (27) com valorizações 0,50% a 1,00% na Bolsa Brasileira (B3). Os investidores estão aproveitando a sessão para realizar lucros e migrar de vencimentos já que é a última semana do mês de julho.
De acordo com o analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, os preços no mercado futuro estão muito próximos aos observados no físico em São Paulo. “Os preços na bolsa estão operando com ganhos diante das especulações de uma redução na oferta de animais para os próximos meses”, comenta.
Investidores estão aproveitando a sessão para realizar lucros e migrar de vencimentos já que é a última semana do mês de julho.
O vencimento Julho/20 encerrou cotado a R$ 222,00/@ com um ganho de 0,50%, enquanto, o Agosto/20 terminou o pregão com uma alta de 0,23% e precificado a R$ 0,21%. O contrato Outubro/20 finalizou o dia negociado a R$ 217,00/@ e com um avanço de 0,21%.
Já no mercado físico, houve oferta de preços acima da referência em localidades que os frigoríficos encontram dificuldade em originar matéria prima. Os participantes do aplicativo da Agrobrazil informaram negócios em Juti/MS de 215,00/@, a prazo com trinta dias para pagar e com data para abater em 29 de julho.
Na localidade de Jaíba/MG, ocorreu negócios para o boi gordo de R$ 220,00/@, à prazo com trinta dias para pagar e com data programada para abater em 30 de julho. Já em Mirandópolis/SP, o valor negociado para o boi gordo foi de R$ 220,00/@, à vista e com data para abater em 04 de agosto.
Fechamento desta segunda-feira, a média para a praça de São Paulo ficou estável, cotada no valor de R$ 221,34/@. Os preços seguem firmes acima de R$ 220 para o mercado interno e R$ 225 para o Boi China.

Com relação às escalas de abate, o aplicativo da Agrobrazil divulgou que as escalas de abate em São Paulo atendem de cinco a oito dias úteis. Já em Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, as programações de abate giram ao redor de 3 dias úteis.
De acordo com as informações da Informa Economics FNP, a baixa liquidez de negócios no mercado físico se deve à cautela dos agentes, que ainda avaliam os resultados das vendas de carne no último final de semana para traçar uma estratégia mais adequada para as negociações dos próximos dias.
“O período final do mês, associado ao menor poder aquisitivo da população, tem limitado o ritmo do escoamento dos cortes bovinos para os atacados”, destacou.
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Em seu boletim diário, a Radar Investimentos apontou que a semana iniciou com preços firmes de balcão e escalas de abate enxutas em praticamente todo o Brasil Central.
“Os participantes estão atentos aos dados da exportações desta segunda-feira, que podem confirmar ou não o possível recorde em jul/20. Os preços de balcão giram entre R$220/@-R$225/@, à vista, em São Paulo”, divulgou a consultoria.
Com informações do Notícias Agrícolas