Arroba a R$ 307 mas com indústria parada, e agora?

Arroba a R$ 307 mas com indústria parada, e agora?

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Frigoríficos estão com escalas curtas de 4 dias e não conseguem “achar” o boi gordo para compra, criando um verdadeiro desafio para a “sobrevivência”.

O mercado do boi gordo abriu a semana como era de costuma, com grande parte dos frigoríficos preferindo manter posição de cautela nos negócios, permitindo avaliar melhor o resultado das vendas de carne bovina no mercado interno no último final de semana. Sendo assim, as cotações permanecem acima dos R$ 300,00/@.

A maior parte dos frigoríficos continua encontrando dificuldade para fechar sua programação de abates diante de um quadro persistente de restrição de oferta. Na média, as escalas estão posicionadas entre três a quatro dias úteis.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$302,00/@, preço bruto e a prazo. Vaca e novilha gordas foram negociadas em R$284,00/@ e R$292,00/@, respectivamente, nas mesmas condições.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 303,88/@, na segunda-feira (08/02), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 294,98/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 290,01/@.

Ainda segundo o app, as negociações foram mínimas no dia de ontem, diante da indústria avaliando o mercado. Com isso os preços estão entre R$ 302,00 e R$ 307,00/@. Já o indicador do Cepea, voltou a apresentar desvalorização e abriu a semana cotado a R$ 301,50.

Não há grandes ofertas de boiada gorda e, ao mesmo tempo, as indústrias têm que lidar com a inconsistência das vendas da carne bovina no mercado doméstico, observa a consultoria, apontou a IHS Markit.

Além disso, continua a IHS, os efeitos do endurecimento das medidas restritivas contra o avanço d0 Covid-19 no Brasil deixam um impacto negativo no consumo doméstico, anulando qualquer possibilidade de repasse dos altos custos da matéria-prima (boiada gorda) por parte dos frigoríficos.

Exportações

As exportações de carne bovina in natura brasileira iniciaram o mês de fevereiro com ritmo bastante lentas. Foram enviados para fora do país, durante os cinco primeiros dias de fevereiro, 23,55 mil toneladas de proteína bovina, firmando uma média diária de 4,71 mil toneladas/dia. A receita se manteve praticamente estável, o preço pago pela tonelada foi de US$ 4,52 mil/t. Caso o desempenho diário se mantenha como o observado neste início de mês, é possível que sejam enviadas menos de 100 mil toneladas até o final deste mês.

Mercado futuro

Na B3, os futuros encerraram o dia em alta. Para o contrato com vencimento em fevereiro/21 houve um reajuste positivo de 0,84%, ficando cotado a R$ 299,20/@. Os contratos futuros para abril/21 obteve o maior avanço, com um aumento de 1,57%, fechando o dia em R$ 288,55/@.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304, estável em relação aos patamares de sexta-feira.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294, estável.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 291.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 301, ante R$ 300 na sexta-feira.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, não há grande espaço para reação mesmo durante a primeira quinzena do mês, enquanto os dados de exportação voltam a preocupar.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,60 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,60 o quilo.

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