Arroba bate R$ 254 e quebra recorde, segura peão!

Arroba bate R$ 254 e quebra recorde, segura peão!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Frigorífico faz escala curta e mantém ordem de compra; Enquanto isso, preço da arroba do boi gordo vai subindo mais um pouco em várias praças pecuárias.

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o boi gordo encostou nos R$ 248 no fechamento desta quarta-feira, 8. Além disso, o contrato para dezembro na B3 chegou a bater R$ 249,95 na máxima do pregão desta quarta-feira, 9.

Em meio ao cenário de alta, o mercado já registra negócios para boi padrão China a R$ 250 por arroba, de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias. O mesmo valor já é observado para animais com destino ao mercado interno, segundo apontou as negociações informadas pelos pecuaristas no aplicativo da Agrobrazil.

Segundo informações da Scot Consultoria, os animais na região Sul da Bahia, já alcançaram o preço de R$ 254,00/@, o maior valor já observado para a região e, também no Brasil.

Segundo app da Agrobrazil, o preço médio para praça de São Paulo, fechou o dia cotado a R$ 248,43/@, com preço variando de R$ 241 a R$ 250/@. Já a média para o estado de Goiás, ficou cotada em R$ 237,98. No final do dia, segundo negócios informados para mercado interno, na praça de Marabá Paulista/SP, o preço bateu R$ 250/@ com pagamento à vista e abate para o dia 17 de setembro, o maior valor registrado no dia.

Nesta quarta-feira, os preços do boi gordo seguiram firmes na maior parte das regiões pecuárias, com valorizações pontuais em algumas praças, como em São Paulo, onde o seu valor máximo a prazo saltou de R$ 242/@, na terça-feira, para R$ 244/@, hoje, segundo dados da IHS Markit.

No Mato Grosso, também houve ajustes positivos em algumas praças, puxados pela atuação mais firme das indústrias exportadoras. Em Rondônia, diante da baixa disponibilidade de gado, os preços novamente subiram nesta quarta-feira. No Pará, em meio a escalas de abate apertadas, em média, formadas para atender quatro dias, os compradores elevaram os valores oferecidos na tentativa de conseguir bons lotes de boiadas.

“Na maior parte do Brasil, a forte pressão altista, que se estende desde meados de julho, tem suporte principalmente na enxuta oferta de gado terminado, condição que mantem as escalas de abate bastante apertadas”, relata a IHS Markit.

Do lado comprador, os frigoríficos conseguem pagar os valores mais elevados pela arroba a partir do no ótimo desempenho das exportações de carne bovina, além da retomada da demanda doméstica observada neste início de setembro. No mercado internacional, depois de resultados recordes em julho e agosto, o ritmo dos embarques nos primeiros quatro dias uteis de setembro continuou aquecidos, apontando para possíveis novos recordes para o mês.

Em resultado preliminar divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne bovina in natura registraram média diária de 8,22 mil toneladas, crescimento de 25% com relação ao mesmo período no ano passado.

Conforme Iglesias, foi evidenciada neste ano uma redução no volume de contratos a termo, o que tradicionalmente oferece um alívio aos frigoríficos de maior porte. “Sob a ótica da demanda, o quadro que permanece inalterado é o de bom ritmo de embarques. Caso haja manutenção das exportações este será o melhor setembro da história em termos de volume”, aponta.

  • Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 246 a arroba, ante R$ 244 a arroba na terça-feira, 8
  • Em Uberaba (MG), os preços subiram de R$ 240 para R$ 242 a arroba.
  • Em Dourados (MS), os preços ficaram em R$ 239, estáveis na comparação com a terça.
  • Em Goiânia (GO) o preço indicado foi de R$ 235 a arroba, inalterado.
  • Já em Cuiabá (MT), o preço ficou em R$ 222 a arroba, também estável.

Tendência

O analista da Safras&Mercado, estima que os preços do boi gordo tendem a continuar em alta com uma solidez muito grande dos fundamentos que geram o movimento. Iglesias afirma que a carne bovina no atacado vem experimentando uma alta agressiva, com o corte traseiro atingindo R$ 17,50 por quilo. Esse patamar é elevado, mas ainda não é recorde, segundo ele.

O aumento da carne bovina no atacado pode indicar melhora da demanda interna e, caso seja confirmada ao longo do segundo semestre, deve impactar positivamente os preços da arroba.

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