Arroba bate recorde e fecha a semana com otimismo

Arroba bate recorde e fecha a semana com otimismo

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Foto: Reprodução / Confinamento Monte Alegre

Tudo sobe na semana: demanda, carne e valor da boiada e mercado futuro; Mercado pecuário segue em alta, com arroba passando dos R$ 260 em São Paulo e R$ 270 no Nordeste!

Ao longo desta semana, o mercado físico do boi gordo registrou novos movimentos de alta entre as principais regiões pecuárias do País.  Em São Paulo, referência para outras praças pecuárias, o valor máximo das boiadas estacionou em R$ 263, já em regiões do Nordeste, o preço atingiu R$ 270, trazendo maior otimismo para a próxima semana.

“Com a entrada de massa salarial da população nesta primeira quinzena de outubro, frigoríficos tiveram suas escalas pressionadas pelo melhor ritmo de escoamento dos cortes bovinos aos atacados nacionais, atuando de forma firme nos negócios”, relata a IHS, justificando o movimento de novas valorizações no mercado pecuário.

Além a maior presença de compradores, o avanço da arroba teve suporte na enorme escassez de oferta de animais terminados, que segue como principal limitador do avanço da liquidez no mercado.

Em São Paulo – referência para outras praças do País –, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 262,39/@, nesta sexta-feira (09/10), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 250,83/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 250,64/@.

Já o Indicador do Cepea, voltou a registrar preços uma grande valorização nesta quinta-feira, atingindo o patamar de R$ 261,60 por arroba. Esse é o maior valor registrado pelo Indicador, desde a sua criação. O preço é recorde e traz grande otimismo para a próxima semana, já que diversos frigoríficos utilizam o Cepea como referência para suas negociações.

Dia do boi pelo país

Nesta sexta-feira, os preços da boiada gorda seguiram em trajetória altista em algumas importantes regiões pecuárias, com destaque para as praças do Norte do País. No Centro-Sul, houve registro de alta da arroba nas praças do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, segundo a IHS.

“O mercado apresentou maior liquidez de negócios, sustentada pela forte presença de indústrias que se posicionam firmes na tentativa de originar matéria prima e alongar suas apertadas as escalas de abate”, descreve a IHS Markit.

Nos contratos futuros de boi negociados na B3, o dia de ontem (últimos dados disponíveis) foi de altas entre os papéis com maior volume de negócios. Os contrartos com vencimento para novembro/20 atingiram R$ 268,7/@, com valorização diária de 2,55%. Os contratos para dezembro/20 fecharam o dia em R$ 268,45/@, com alta de 3,65% sobre o dia anterior.

Escalas de abate seguem encurtadas

As programações de abate na última semana pouco evoluíram. A dificuldade na aquisição de boiada continua barrando a evolução das escalas e, com isso, os preços se mantêm em firmes em grande parte do país.

  • Em São Paulo, as indústrias encerraram a sexta-feira pré-feriado prolongado com 6,5 dias úteis, acima da média parcial dos últimos 12 meses que gira em torno de 6,0 dias úteis.
  • Na região mineira, o cenário é parecido, a escala encerrou a semana com 6,0 dias úteis, enquanto a média parcial gira em torno de 5,0 dias úteis.
  • Já em Goiás e Mato Grosso do Sul, os trabalhos encerraram a semana com 5,5 dias úteis, também acima da média parcial anual registrada em 5,0 dias úteis.
  • No Mato Grosso, a escala fechou a semana com 5,0 dias úteis, alinhado com a média parcial dos últimos 12 meses.

Neste contexto, frigoríficos se deparam com maior pressão sobre o estoque de carne nas câmaras frias e, diante da escassez de boidas, aumentam as cotações oferecidas pelo gado, sustentando a arroba em patamares elevados.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, ainda consequência da entrada dos salários na economia. Durante a segunda quinzena do mês, o cenário muda de figura com uma reposição mais lenta entre  atacado e varejo, o que reduz a propensão a reajustes.

Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,25 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,30 o quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,10%, sendo negociado a R$ 5,5270 para venda e a R$ 5,5250 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5120 e a máxima de R$ 5,840. Na semana, o dólar acumulou queda de 2,4% ante o real.

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