Arroba em disparada com R$ 15,00/@ mais cara, veja!

Arroba em disparada com R$ 15,00/@ mais cara, veja!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Retomada das exportações trazem alento para os frigoríficos que já pagam até R$ 15,00/@ de ágio para o Boi China em relação ao mercado interno, veja!

O mercado do boi gordo fechou a quarta-feira, 03, com preços de estáveis a mais altos, principalmente para praças com indústrias habilitadas a exportação. Com o câmbio elevado e demanda externa enxuta, os preços pagos para o boi gordo comum e do animal com padrão exportação estão bem distintos de R$ 15,00/@.

Pecuarista segue ditando os preços do mercado, aproveitando as boas condições do pasto por conta dos bons volumes de chuva em fevereiro permitindo a eles barganhar melhores condições de preços. Tal estratégia contribui para que o mercado do boi gordo continue firme, ainda com tendência de alta nas cotações.

Segundo a Scot Consultoria, após um mês de estabilidade, os frigoríficos paulistas abriram o dia pagando R$2,00/@ a mais para o boi gordo e R$1,00/@ a mais para a novilha gorda, na comparação diária. Com esse movimento, a referência para a cotação da arroba do boi gordo está em R$302,00, preço bruto e à vista. Vacas e novilhas gordas estão sendo negociadas em R$280,00/@ e R$294,00/@, preço bruto e à vista, respectivamente.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 307,98/@, na quarta-feira (03/03), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 285,49/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 285,15/@.

Não foram registrados nenhum valor abaixo de R$ 300,00/@ nas praças paulistas ontem. Destaque do dia ficou para negociação envolvendo um lote de novilhas Bonsmara, o valor foi de R$ 365,00/@ com pagamento a prazo de 30 dias e abate ocorreu ontem, no estado do Rio de Janeiro.

Já o Indicador do Cepea, voltou a desvalorizar a fechar abaixo dos R$ 300,00/@ na contramão do mercado. O valor fechou o dia no patamar de R$ 298,15/@ na média das praças paulistas.

Mesmo com uma arroba ao redor de R$ 300 nas praça paulistas e de R$ 280-90 no Centro-Oeste, os pecuaristas se mostram bastante preocupados com relação aos aumentos nos custos operacionais, devido aos altos preços da nutrição animal e da reposição.

Segundo o coordenador do núcleo de estudos em sistemas de produção de bovinos de corte da Universidade Federal do estado, Júlio Barcellos, pela primeira vez o pecuarista brasileiro está empoderado das suas decisões.

“O pecuarista não está em uma atividade especulativa, então ele deve buscar comercializar o seu produto quando o custo de produção for inferior a sua margem. Com a chegada do auxílio emergencial, pode contrabalancear um risco para aqueles que querem especular em períodos de venda”, alerta.

Mercado Futuro

De olho no dólar, as cotações do boi gordo na B3 encerraram a quarta-feira em clima altista. O preço do animal para março/21 ficou cotado a R$ 308,55/@, tendo um avanço de 1,03%. O contrato futuro para maio/21 valorizou incríveis 0,86 %, finalizando o dia cotado a R$ 300,20/@. O mercado físico dita a força e o ritmo de alta nas negociações futuras, e com a oferta ainda escassa, a pressão sobre a cotação do boi gordo continua.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Nesta quarta, o boi gordo foi negociado por R$ 306 a arroba em São Paulo
  • R$ 295 em Goiás
  • R$ 303 em Minas Gerais
  • R$ 289 em Mato Grosso do Sul
  • R$ 296 em Mato Grosso

Atacado

O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços. Mesmo a entrada dos salários parece insuficiente para alterar essa dinâmica. O anúncio de medidas mais restritivas em São Paulo remete a um escoamento da carne mais lento, avaliando as mudanças relacionadas a bares e restaurantes.

Como contraponto pode ser citado uma eventual extensão do auxílio emergencial, que seria um elemento importante para fomentar o consumo de base. Importante citar que o processo de transferência do consumo para a carne de frango segue em curso, avaliando a descapitalização do brasileiro médio.

O corte traseiro é precificado a R$ 19,30, por quilo. Já o corte dianteiro é cotado a R$ 15,40, por quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 15,40, por quilo.

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