Arroba encerra a semana acima de R$ 300, vai subir?

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Uma coisa é certa, as escalas de abate alongadas não vão durar para sempre e, qualquer mudança no cenário interno, mesmo que pequena, representa uma necessidade compras de boiadas mais firmes.

O mercado físico do boi gordo registrou preços predominantemente estáveis nesta sexta-feira, 05, pelas principais praças pecuárias do país. Com os compradores se retirando do mercado os preços seguiram acomodados e, agora, as indústrias estão aguardando uma retomada do consumo no mercado interno com a entrada da massa salarial e a chegada do feriado do Dia dos Pais.

A utilização de compras de animais a termo e boitel próprio, são os principais fatores que trazem, como consequência uma posição bastante confortável das escalas de abate no decorrer da primeira semana de agosto, que atendem em média dez dias úteis. Por outro lado, neste momento, pecuarista segue buscando estratégias e formas de reter os animais, aguardando um melhor cenário dos preços ofertados.

Segundo a Scot Consultoria, a semana encerrou como esperado, com poucos negócios e boa parte das indústrias fora das compras, os preços para o boi, vaca e novilha ficaram estáveis nesta sexta-feira. O boi gordo está sendo negociado por R$304,00/@, a vaca gorda por R$280,00/@ e a novilha gorda por R$297,00/@, preços brutos e a prazo.

Bovinos com destino à exportação – animais jovens com até 30 meses de idade – estão sendo negociados por R$315,00/@. Segundo os dados divulgados pela Agrobrazil, tivemos negociação na casa de R$ 330,00 com pagamento no prazo de 15 dias e abate programado para o dia 08 de agosto, com destino ao mercado interno, veja a imagem abaixo.

Já o Indicador do Boi Gordo CEPEA, teve um comportamento tido como “estranho” por alguns envolvidos na cadeia pecuária. Ao longo da semana tivemos variações diárias que ultrapassaram os R$ 10,00/@ – confira no gráfico abaixo. Mas, no fechamento dessa sexta, voltou a igualar sua referência as demais consultorias. Dessa maneira, os preços ficaram apregoados em R$ 310,65/@.

Já a cotação da arroba do boi brasileiro no mercado externo, ou seja, o valor da arroba em dólar, também seguiu em ritmo de alta, encerrando a semana na casa de US$ 60,11/@. Já o Mercado Futuro, na B3, os preços com o vencimento para outubro/22 encerram o dia com uma variação negativa de 0,52% e sendo negociado a R$ 328,05/@.

“A incidência de contratos a termo entre os frigoríficos de maior porte foi um fator importante para justificar esse ambiente de baixa, mesmo em um período de boa demanda de carne bovina”, diz Iglesias da Agência Safras.

Comportamento das escalas de abate, segundo relatório da Agrifatto

A queda de braço entre frigoríficos e pecuaristas continuou intensa nesta semana no mercado físico do boi gordo, enquanto as escalas de abate seguem confortáveis para as principais indústrias do setor, informa nesta sexta-feira, 5 de agosto, a Agrifatto.

Veja abaixo as programações dos frigoríficos nas principais regiões pecuárias brasileiras, conforme dados apurados pela Agrifatto:

SP – Os frigoríficos fecharam a sexta-feira com 14 dias úteis programados, sem variação no comparativo entre as semanas.

MG – As indústrias mineiras conseguiram avançar suas escalas em 5 dias e a média das programações se encontram completas para 15 dias úteis.

PA – No Estado, os frigoríficos encerraram a semana com a média de 12 dias úteis programados, 2 dias de queda no comparativo semanal.

GO e MS – As programações de abate se encontram na casa de 10 dias úteis, ambos os estados não apresentaram variação ante o registrado na sexta-feira anterior.

MT, RO e TO – Os frigoríficos mato-grossenses, rondonienses e tocantinenses fecharam a semana com as programações de abate na média de 7 dias úteis. As escalas em Mato Grosso permaneceram estáveis, enquanto as de Rondônia recuaram 1 dia e a de Tocantins 2 dias, no comparativo semanal.

Exportações do Brasil crescem 45,5% na receita até julho

A receita com as exportações brasileiras de carne bovina registrou crescimento de 45,5% no acumulado dos sete primeiros meses de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021. Os dados foram levantados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Foto Divulgação

De janeiro a julho desse ano, o faturamento com as vendas chegou a US$ 7,409 bilhões, ante US$ 5,092 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior. Em volume, o aumento foi de 17,7%, passando de 1,064 milhão de toneladas em 2021 para 1,253 milhão de toneladas até julho desse ano. No mesmo período, o preço médio da proteína cresceu 23,7%, passando de US$ 4,8 mil a tonelada para US$ 5,9 mil por tonelada.

O giro do boi gordo pelas praças do país, segundo Agência Safras

  • Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi chegou a R$ 308.
  • Em Dourados (MS), os preços não tiveram alterações e ficaram em R$289.
  • Em Cuiabá (MT) a arroba de boi gordo teve preço de R$ 284.
  • Em Uberaba (MG), os preços ainda são de R$290.
  • Em Goiânia (GO), os preços do boi também se mantiveram e fecharam o dia em R$ 290 a arroba.

Mercado da carne no atacado

O mercado atacadista de boi gordo voltou a operar com preços acomodados no dia de hoje. O ambiente de negócios ainda sugere pela alta das cotações durante a primeira quinzena de agosto, período que conta com maior apelo ao consumo. Mencionando o adicional de demanda relacionada às comemorações relativas ao Dia dos Pais, destaca Iglesias.

Por conta disso, o quarto dianteiro do boi continuou com preço de R$ 16,80, assim como a ponta de agulha também continuou cotada a R$ 16,75. Por fim, o quarto traseiro do boi mantém-se em R$ 22,00 por quilo.

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