Arroba na corda bamba mantém R$ 320 com pressão!

Arroba na corda bamba mantém R$ 320 com pressão!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

O avanço da seca em importantes regiões e a pressão das indústrias no mercado deixam os preços da na corda bamba, mas esses seguem estáveis!

No mercado do boi gordo nesta quarta-feira, 28 de abril, prevaleceu novamente a estabilidade nos preços da arroba, que segue acima de R$ 290 na média das praças pecuárias. Apesar da grande pressão da indústria, o mercado registrou preços de até R$ 320,00/@ para alguns lotes. A safra chegou, mas será pequena e frigoríficos vão “passar sufoco” na entressafra!

Com o avanço da seca pelo país, cenário normal para esta época do ano, trouxe o aumento da oferta de boiadas em São Paulo, no entanto, a cotação das três categorias para abate está estável, na comparação feita dia a dia. Pecuaristas também aprenderam sobre o funcionamento do mercado e a indústria não consegue exercer tanta pressão, lembrando ainda que estas seguem trabalhando com capacidade reduzida de abate!

Segundo os dados divulgados pelo relatório diário da Scot Consultoria, os valores seguem com estabilidade. O boi, a vaca e a novilha gordos estão cotados em R$312,00/@, R$290,00/@ e R$303,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.

Para o bovino de até quatro dentes destinado à exportação, a cotação está em R$320,00/@, preço bruto e à vista, ágio de até R$10,00/@ em relação ao valor do boi com destino ao mercado comum.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 311,60@, na quarta-feira (28/04), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 286,82/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 300,39/@.

Segundo o app, os valores das negociações na praça paulista tiveram um dia misto, mas com valores elevados. os valores tiveram uma variação entre R$ 300,00 até R$ 320,00. O pecuarista de Presidente Bernardes/SP, vendeu boiada pelo valor de R$ 320,00/@ com pagamento à vista e abate para o dia 30 de abril.

Já o Indicador do Cepea, apresentou leve desvalorização e saltou de R$ 313,40/@ para o patamar de R$ R$ 312,10/@. A valorização da Indicador já passa de 60% nos últimos doze meses.

“As condições de pasto desfavoráveis impactam as margens dos produtores e reforçam a necessidade de ofertar seus lotes de animais ainda não terminados ao mercado”, observa a IHS, acrescentando que as pequenas e médias propriedades demostram enorme dificuldade em lançar mão do confinamento ou  de outros sistemas de engorda no cocho.

Para o início da entressafra o cenário é mais delicado, uma vez que a tendência é de um menor confinamento de primeiro giro, por conta da elevação dos custos no primeiro semestre, pondera o analista.

O volume de carne bovina disponível no mercado atacadista de carne bovina tem evoluído desde a semana anterior, o que tem implicado no aumento da pressão negativa sobre os preços. Até o momento, os preços seguem nominais, com a carcaça casada bovina sendo negociada a R$ 19,35/kg, mas as previsões apontam para ajustes negativos nos próximos dias.

Para o mercado físico de boi gordo, o cenário é parecido. Conforme lotes de animais vão sendo comercializados, a arroba vai perdendo força nas principais praças. Na B3, o dia foi de realização de lucros, com maio/21 recuando 1,72% na comparação diária e fechando o dia em R$ 306,20/@.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 314, estável na comparação com a terça-feira.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295, inalterado.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 302, ante R$ 305.
  • Em Cuiabá, o preço do boi gordo foi de R$ 309 contra R$ 310.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba, inalterados.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis nesta quarta-feira. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo.

“Além disso, precisa ser considerado o adicional de consumo provocado pelo Dia das Mães. O padrão de consumo ainda aponta pela predileção por cortes mais acessíveis, a exemplo dos cortes do quarto dianteiro e da carne de frango”, disse Iglesias.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.

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