Arroba segue R$ 197, mesmo com pressão de baixa; veja

Arroba segue R$ 197, mesmo com pressão de baixa; veja

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Boi segue sob pressão da indústria frigorífica; Empresas seguram as compras, escalam com cautela e tentam pagar preços cada vez menores aos pecuaristas.

No mercado interno do boi gordo, ainda sob efeito do isolamento social adotado nos principais centros urbanos do País, o escoamento de cortes de carne se mantém abaixo do esperado e, sem necessidade de abates urgentes, os compradores operam com bastante cautela, relata a Informa Economics FNP.

O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que os frigoríficos ainda estão optando por operar com escalas de abate encurtadas, avaliando o lento escoamento da carne no mercado doméstico. Com isso, a expectativa é por um fraco desempenho das vendas mesmo às vésperas do Dia das Mães, data que costuma capitalizar bons resultados.

Segundo o app da Agrobrazil

No app da Agrobrazil, pecuaristas começam a se movimentar com a chegada do período seco, mas ainda temos uma certa “estabilidade” nos preços. Confira os negócios informados ontem e o fechamento médio do dia para o preço da arroba.

No mercado interno, em Guararapes/SP, o preço é de R$ 195/@ a vista e abate para o dia 12 de maio. Em Araguarina/TO, o valor foi de R$ 187/@ a prazo com 30 dias e abate para o dia 07 de maio. Já em Santa fé de Goiás, foi de R$ 175/@ a prazo com 30 dias para pagamento e abate para o dia 08 de maio.

O Boi China em Araçatuba/SP, o pecuarista recebeu R$ 198 à vista e abate para o dia 11 de maio. Já em Guaraci/SP, ficou em R$ 195/@ a prazo com 30 dias e abate para o dia 25 de maio.

A média na praça de São Paulo, segundo o app da Agrobrazil, tivemos uma estabilidade, fechando o dia em R$ 193,08/@. A praça de São Paulo teve uma variação de R$ 192 a R$ 194. Já o Indicador do Cepea, teve uma alta de 0,44% fechando o dia em R$ 199,09/@.

“Enquanto isso, uma frente fria se aproxima, o que deve fazer com que as pastagens acabem perdendo qualidade em grande parte do Centro-Sul, reduzindo a capacidade de retenção entre os pecuaristas. O que segue destoando são as exportações destinadas à China, mantendo um significativo spread entre os animais que cumprem os requisitos para exportar ao país asiático e os animais comuns”, assinalou.

O atual cenário mostra que os preços da arroba do boi gordo nas várias praças se mantêm voláteis. Confira o que ocorre em cada uma delas:

Na região Norte do país, os preços da boiada gorda subiram nesta quinta-feira, puxados pela retenção de oferta de boiada pronta por parte dos pecuaristas, que ainda são favorecidos pela boa qualidade do pasto, de acordo com a FNP.

Em Minas Gerais, a arroba também se valorizou, pelo maior interesse de frigoríficos exportadores, que pagam prêmios mais altos pela carne de animais jovens que tem como destino a China.

Em São Paulo, em função do feriado de sexta-feira, muitos frigoríficos se ausentaram das compras e o mercado registrou poucas negociações. Nas praças paulistas, o boi terminado registrou leve desvalorização de R$ 1/@ nesta quinta-feira, para R$ 197/@, a prazo, segundo a FNP.

No Mato Grosso, os preços também caíram. A cotação da arroba segue sob pressão baixista. Além da fraca atuação dos compradores, a diminuição no volume de chuvas incentiva os pecuaristas a liquidar mais o gado terminado.

No Mato Grosso do Sul, o mercado segue com baixíssima liquidez, sem atuação ativa de nenhuma das duas pontas. Poucas compras foram realizadas a preços menores que os anteriores.

Em Goiás, a arroba também, segundo levantamento da consultoria. A oferta de animais cresceu no
Estado e os frigoríficos conseguiram estender escalas até o final da próxima semana.

No Rio Grande do Sul, o volume de negócios registrou leve avanço. Com a expectativa de melhora no escoamento de carne, devido à aproximação da virada do mês e do dia das mães, os frigoríficos se posicionaram mais ativos nas aquisições, conseguindo comprar melhor, mesmo a preços mais baixos que as máximas anteriores, informa a FNP. No estado, em função do tempo seco, que prejudica a qualidade dos pastos, não há espaço para uma maior especulação de ajustes positivos por parte dos pecuaristas.

Compre Rural com informações do FNP, Agrobrazil e Agência Safras

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